
O gênero Schomburgkia Lindley alcança cerca de 17 espécies distribuídas do México ao Brasil e Bolívia. A planta é caracterizada por amplos pseudobulbos bifoliares, de folhas grandes saindo do ápice, de onde sai também a inflorescência em longas hastes com mais de 70 cm de comprimento, em cuja ponta forma-se singular buquê de flores muito perfumadas. As pétalas e sépalas são crispadas. Vegeta normalmente na forma epífita e eventualmente rupícola, em regiões úmidas, em elevações de 100 a 1000 metros, normalmente em matas úmidas margeando lagos, rios ou riachos, com boa luminosidade natural de 50 a 60%, evitando-se sempre o sol a pino, regra válida para a maioria de qualquer orquídea epífita. Em minhas andanças por seus habitats, certa vez em área rural de Barretos/SP, encontramos algumas plantas da Schoburgkia crispa em árvores cujas copas praticamente eram mínimas em folhagem, o que as expunha ao sol pleno a maior parte do dia. Achavam-se perfeitamente adaptadas, a única diferença era a coloração dos pseudobulbos e folhas, num tom verde amarelado natural, mas sem apresentar sinais de queimadura. Adapta-se bem ao cultivo em vasos grandes (25 a 30cm de diâmetro), seja de cerâmica ou plástico, bem ventilados com buracos ou furos para facilitar ventilação em seu farto enraizamento. Substratos formado por mistura de pedaços de xaxim e lascas de madeira com casca rugosa, ou mesmo pedaços de casca seca de côco , colocando-se uma camada de brita ou cacos pequenos de telha no fundo para boa drenagem. Evite ninhos de formiga ou presença de baratas que eventualmente passam a abrigar-se nos vasos, prejudicando o enraizamento. A floração da Schomburgkia crispa é generosa, perfumada, lembrando o cheiro de chiclete “tutti-fruti” e dura cerca de 20 dias.
Classificação – Gênero: Schomburgkia Lindley; Espécie: Schomburgkia crispa Lindley; Tribo: Epidendreae; Subtribo: Laeliinae; Etimologia: “Schomburgkia”, em honra a Richard Schomburgk, botânico alemão, que desenvolveu estudos botânicos na flora da Guiana Inglesa (capital Georgetown) no século XIX. Epíteto: “crispa”, do latim “crispum”, crespo, encrespada, ondulada. Em referência ao acentuado ondulamento de suas pétalas e sépalas.


