Esta orquídea é a única espécie do gênero Neobenthamia Rolfe. Nativa da Tanzânia, no leste do continente africano, onde é encontrada vegetando sob sol pleno na forma terrestre ou litófita, junto de penhascos ou encostas inclinadas próximas de locais úmidos e quentes. A planta apresenta caule juncoso longo e fino, alcançando no habitat original até dois metros de altura circundado por várias folhas verde-claro finas e intercaladas. Ao longo dos nódulos dos caules mais antigos surgem novas brotações, “keikis”, que enraízam-se com facilidade, como nas Dendrobium nobile, permitindo a obtenção de novas mudas da planta. Pode florescer em diferentes épocas do ano, e para que isso aconteça o vaso onde estiver plantada deve ficar exposto sob boa luminosidade solar direta. Pode ser plantada direto no solo de jardins em canteiros bem drenados, fazendo uma cova mista de cacos de telha pequenos, brita ou cascalho, misturado com terra vegetal, areia grossa e adubo orgânico curtido. O substrato para vasos obedece esse mesmo critério. A inflorescência ereta com cerca de 12 cm aparece no final do caule, formando um bonito e denso buquê hemisférico de pequenas flores medindo em torno de 2,5cm de diâmetro cada flor, com pétalas e sépalas brancas e labelo com ligeira estria amarela saindo da fauce e margeada por pintas vermelho-púrpura extendendo-se pelo labelo. Planta mostrada nas fotos, do cultivo de Maria Iraene, orquidófila de Luciara/MT - Brasil.
CLASSIFICAÇÃO – Gênero: Neobenthamia Rolfe; Espécie única: Neobenthamia gracilis Rolfe, 1891; Tribo: Polystachyeae; Etimologia: Neobenthamia, do grego “neos”, novo; “benthamia” latinização do sobrenome do botanista inglês George Bentham; Epíteto: gracilis, do latim “gracile”, delgada, elegante, graciosa, uma provável alusão a beleza de suas flores compondo o ramalhete floral.




