Este artigo foi originalmente publicado faz alguns meses com outro teor e o título “DESAFIO - Sei que não é orquídea! Mas…que planta é essa?”. J.Antonio postou um comentário com resposta certa, do que editei esse novo texto com dicas de uso da planta conhecida como Bertalha - nome científico Basella rubra L., pertencente a família Basellaceae. Hortaliça de folhas comestíveis, pouco conhecida do grande público e que produz pequenos frutos de cor vermelho escuro quando maduros, dos quais obtem-se xarope parecido a groselha, por maceração com açúcar cristal ou mascavo.
Comer bertalha auxilia no combate de afecções do fígado e hemorragias pós-parto. Mulheres gestantes devem evitar seu consumo nos primeiros meses de gravides, devido a alta fonte de vitamina A, que pode causar lesões no feto. É rica também em Cálcio, Cobre, Ferro, Fósforo, Magnésio, Manganês, Potássio, Sódio, Zinco e principalmente alto teor de vitamina A.
A bertalha (Basella rubra L.) é cultivada como hortaliça por suas folhas carnosas de cor verde intenso e brilhante com propriedades nutricionais e medicinais, também conhecida e usada na culinária da Índia como espinafre indiano. Plantada sob sol pleno, em covas ricas em adubo orgânico, tem crescimento rápido, soltando haste longa e flexível (tipo cipó ou haste de chuchu) desenvolvendo-se melhor em cercas ou parreira. As folhas refogadas ou cozidas em sopas não apresentam sabor pronunciado, lembram o caruru-do-Pará, o ora-pro-nóbis ou o espinafre. Consta ser muito consumida no Estado do Rio de Janeiro.
Blogs de culinária recomendam seu uso refogado no azeite de oliva, alho e sal a gosto. Nessa forma de preparo é ideal para dietas light acompanhando pão integral. Seu uso refogada ou cozida deve ser apenas o necessário para amolecer a folha que deve manter seu verde vivo preservando suas propriedades vitamínicas e minerais, jamais deixando-a cozer em excesso; se ficar acinzentada significa que passou do ponto, perdendo suas propriedades nutricionais e medicinais. Pode ser usada em omeletes, farofas, panquecas, enriquecendo cremes instantâneos ao leite, sopas e saladas.
Recomenda-se não seja consumida excedendo 500 g/dia (o que seria raro acontecer, tratando-se de eventual consumo diário, MEIO QUILO de um único tipo de vegetal por pessoa…é preciso ser super vegetariano e gostar da planta!), devido ao teor considerável de ácido oxálico, como ocorre com o espinafre.
No interior do Mato Grosso, algumas pessoas usam os pequenos frutos maduros de cor vermelho escuro, quase violeta e produzidos em abundância, macerando-os sem quebrar as sementes e deixados em repouso com açúcar cristal ou mascavo durante um ou dois dias. Côa-se em seguida o xarope resultante que será armazenado em vidro escuro limpo e conservado na geladeira para uso diário, tomando-se uma colher das de sopa durante as refeições como auxiliar no combate a anemia em adultos ou crianças. Esse xarope não poderá ser fervido, para melhor conservar suas propriedades. A planta que cultivo foi-me presenteada por Iraene, de Luciara/MT, que desconhecia sua origem. As sementes da que tenho renderam diversas mudas, encaminhadas inclusive pro interior da Bahia, São Paulo e Goiás. Uma opção a mais no cardápio de pessoas com dietas especiais que demandem maior consumo de vitamina A de forma natural. Saiba mais AQUI.

