Arquivo da Categoria ‘Espécies de Orquídeas’

Bifrenaria tetragona (Lindl.) Schltr.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Orquídea epífita, eventualmente rupícola, nativa do Brasil, região sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná), alcançando parte do sul brasileiro em Santa Catarina onde é encontrada em regiões serranas desse Estado, muitas vezes vegetando na forma rupícola, em áreas rochosas úmidas, à meia sombra em meio a vegetação rica em musgos. Planta robusta com pseudobulbos ovóides quadrangulares, medem 10cm de altura em média, são unifoliares e guarnecidos de bainhas . Folhas lanceoladas plicadas e coriáceas medindo de 30 a 50 cm de comprimento por 9 a 12 cm de largura em sua parte mais ampla. A inflorescência, curta e pendente sai da base do pseudobulbo, portando de duas a sete flores medindo em média 7cm de altura por 5 cm de largura cada uma, bastante perfumadas, com enjoativa fragrância adocicada, ligeiramente desagradável que dura praticamente o dia inteiro.  As flores possuem pétalas e sépalas cor verde-oliva claro, com rajas acobreadas, tipo cobre envelhecido e labelo branco creme na parte externa com manchas internas de cor vermelho púrpura profundo, quase negras, alcançando parte da ponta externa. Coluna na cor creme esverdeado. O formato triangular estrelado da flor, aliado ao perfume intenso e a coloração lembrando a pinturas barrocas de estatuetas de gesso lhe dão o bonito toque exótico de uma orquídea genuinamente brasileira. Essa floração ocorre entre verão e outono no Brasil ( a partir de novembro). Cultivo doméstico sob telado de sombreamento variando de 50 a 70 por cento conforme a região. Temperatura entre 12º a 37ºC, com boa umidade e ventilação ambiente. Substrato para epífita a critério do orquidófilo. No meu caso usei vaso de cerâmica com furos laterais para melhor ventilação nas raizes, com brita no fundo e pedaços de casca de coco desalinizada. Excesso de umidade no substrato e enraizamento, podem provocar a mela das raízes e pseudobulbos, para evitar isso, verifique se o substrato é poroso permitindo boa drenagem e proporciona boa ventilação ou se é compacto, segurando muita umidade. Essa dica é valida para a maioria dos substratos de orquídeas epífitas. Evite compactar substratos.   Tanto vasos como substratos devem proporcionar boa ventilação nas raízes. Alguns autores e estudiosos optam por nomenclatura  mais atual da planta como Cydoniorchis tetragona (Lindl.) Senghas (1994). Outros sinônimos de mesma orquídea: Maxillaria tetragona Lindl. (1831) ; Lycaste tetragona (Lindl.) Lindl. (1843); Epidendrum calcaratum Vell. (1831); Bifrenaria tetragona var. rupicola Hoehne (1950); Bifrenaria tetragona var. umbrophila Hoehne (1950); Bifrenaria calcarata (Vell.) V.P.Castro (1996).
Classificação:
Gênero: Bifrenaria Lindley; Espécie: Bifrenaria tetragona (Lindl.) Schltr. (1….), Tribo: Maxillarieae; Subtribo: Bifrenariinae; Etimologia: Bifrenaria, do latim “bi”, dois ou duas; frenaria – de “frenum”, tira, alça ou freio, em referência aos dois caudículos conectando as políneas na base da antera. Epíteto: tetrágona, tetra, do grego “téttares”, quatro; gona do grego “gonía”, ângulo, (ou “tetragonus”, quadrangular) referência ao formato dos pseudobulbos quadrangulares.
Créditos: Foto da prancha 1428, constante do vol. 17 do livro Edwards´s Botanical Register, edição virtual patrocinada pela Missouri Botanical Garden Library no website BOTANICUS.