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Aspirina e cultura de orquídeas

29 junho 2009 23 comentários

Por Dot Henley

(extraído da Revista da AOS – American Orchid Society,  Outubro de 2001) Tradução: Maria Adelia Perrone

lc_m_ap_barani_aspirin-vert“Alem da alegria, a coisa boa de ensinar biologia durante anos foi aprender a cada dia mais.  A coisa ruim é explicar tudo agora para adultos tão explicitamente como se fossem adolescentes.

Quando ensinava, comecei o ano escolar com uma experiência laboratorial onde os alunos diluíam aspirina (uma dose para adultos de 325 mg) em água, e regavam rabanetes, aveia ou qualquer vegetal de crescimento rápido com essa solução.   A experiência nunca falhava.
A diluição forte (1 parte de aspirina para 1.000 partes de água) parava o crescimento; os grupos regados com a diluição média (1/10.000) cresciam notavelmente melhor que o grupo de controle regado somente com água; e os grupos regados com a diluição fraca (1/100.000) não cresciam mais do que o grupo de controle.
Os estudantes aprenderam que a aspirina contém salicina  (C13  H18  O7), encontrada na casca do salgueiro.  Os Índios Nativos de América do norte mastigavam talos de salgueiro para se livrar das dores de cabeça, e posteriormente os botânicos perceberam que alguns capins e outras plantas aquáticas que cresciam nas margens dos rios entre as raízes dos salgueiros cresciam melhor e amadureciam mais depressa devido à salicina.  Transforme a salicina em ácido salicílico e pronto ! surge a aspirina.  Literatura recente indica que a aspirina também é agente efetivo no tratamento de algumas infecções fúngicas.

Faz um ano, armado com toda essa informação, comecei a tratar nossa coleção de orquídeas  com uma dose semanal de aspirina. Percebi que podia multiplicar a boa diluição de 1/10.000 acrescentando três quartos de aspirina por galão de água (um galão, medida americana corresponde a 3,783 litros). Temos umas 2.000 orquídeas, então usei 15 aspirinas para os 20 galões do reservatório do aspersor.

Na fase de crescimento acrescentei 6 colheres de sopa de fertilizante sólido e um jato de Whisk ou Dawn.  No inverno usei 3 colheres de fertilizante sólido (desculpem as reiterações do professor, mas uma aspirina completa por galão vai brecar o crescimento, e também não se deve usar este sistema se a sua água tem teor ácido. Nossa água tem normalmente um pH de 9.0 e a aspirina abaixava o nível do pH para 8.6).
As orquídeas recebiam regas ou água de chuva normalmente durante a semana.

Para fazer 12 galões de solução fertilizante, combine 9 aspirinas com 12 galões de água; para 4 galões acrescente 3 aspirinas em 4 galões de água; e para fazer somente 1 galão dilua 1 aspirina num copo de água, jogue fora 1/4 dele e então acrescente água para completar 1 galão.

Nossas plantas tiveram mais floração, maior crescimento e menos problemas de fungos desde que a aspirina se tornou parte de nosso trato cultural.  A única mudança tem sido acrescentar aspirina uma vez por semana. Pode ser a redução do pH, ou quiçá a mágica que dilui o nosso sangue e para as dores e sofrimentos que também nos ajuda a cultivar melhores orquídeas.

A outra coisa que aprendi e que venho usando por vários anos provem de um projeto de ciências de um dos meus alunos.  Não se aplicava a orquídeas, mas as seis ou mais variedades de plantas de jardim  tratadas demonstraram que o maior aproveitamento metabólico acontece às 11 hs e era melhor aplicar o fertilizante (e o herbicida também) nesse horário.

OBS.: 1 galão norte-americano eqüivale a 3,785 litros”
Colaboração recebida via email da orquidófila Sandra Soares, de Volta Redonda/RJ.

Com o comentário do orquidófilo e com certeza orquidólogo, Hélio R. Magaldi, esclarece que “3/4 de Aspirina (ácido acetilsalicílico da Bayer) 325 mg equivale à 243,75 mg. Isto é praticamente a metade de uma Aspirina de 500 mg (a versão adulta comercializada no Brasil). Logo, para atingir os 243,75 mg, basta fracionar um comprimido de 500 mg em dois e utilizar uma das metades em 3,785 lts (1 galão – medida americana). Estou fazendo assim: metade de uma aspirina 500 mg diluída em 4 litros.

A Aspirina 500 mg, dose para adultos no Brasil, é tida como “extra forte” nos EUA. Neste país, a concentração baixa é de 81 mg -low-dose – no Brasil é de 100 mg (infantil). Veja mais em http://www.wisegeek.com/what-is-the-appropriate-aspirin-dose.htm

A página http://www.plantea.com/plant-aspirin.htm traz a experiência de Martha McBumey com o uso de ácido acetilsalicílico em diferentes culturas. Em algumas (tomate e brócolis) associando à solução de água-Aspirina uma pequena dose de sabonete líquido suave para que houvesse uma melhor aderência da mistura à planta. Diz ali que ao aplicar a solução de Aspirina-água em certas sementes plantadas em solo , houve 100% de germinação, o que não teria acontecido em outra área de solo com o mesmo tipo de semente. Interessante.”

“Plantas sob estresse produzem sua própria ‘aspirina’, diz estudo

Uma equipe de pesquisadores americanos descobriu acidentalmente que algumas plantas são capazes de lançar no ar um gás de composição similar à de um dos analgésicos mais utilizados pelo ser humano, a aspirina, quando ameaçadas por perigos como estiagem, mudanças drásticas de temperatura ou pragas de insetos.

Os cientistas do Centro Nacional para a Investigação Atmosférica do Colorado concluíram que, da mesma forma que os seres humanos usam o ácido acetilsalicílico (nome científico da aspirina) para baixar a febre, as plantas lançam no ar uma substância química parecida com o analgésico para melhorar suas defesas e se recuperar de alguma lesão.

“Os cientistas dizem que quantidades significativas de substâncias químicas podem ser detectadas na atmosfera quando as plantas respondem a secas e outros perigos”, disse o repórter da BBC, Richard Hamilton.

Os especialistas destacaram em artigo na revista Biogeosciences que os agricultores poderiam se beneficiar desse fenômeno porque a presença de emissões de salicilato de metila tem potencial para dar aos fazendeiros um alerta antecipado para possíveis dificuldades em seus cultivos, permitindo que eles tomem medidas contra pragas, por exemplo.

A substância química liberada também pode ajudar as plantas a sinalizarem um possível perigo umas para as outras.

“Esta descoberta traz uma prova de que a comunicação entre plantas ocorre no nível do ecossistema, disse Alex Guenther, co-autor do estudo.

“Parece que as plantas têm a habilidade de se comunicar através da atmosfera.”

A equipe disse que descobriu a presença da substância química acidentalmente quando estava monitorando emissões de compostos orgânicos voláteis em uma plantação de nogueiras na Califórnia. (Fonte: Estadão Online)”
Colaborou  Katia Maria de Niterói/RJ – ref. publicação dia 20/09/2008,  no http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=40797

A História da Aspirina – Uma medicação antiga que continua atual.
Autor: Dr. José Carlos Carneiro Lima
Em 1757, o Mr Edmund Stone um inglês natural de Oxfordshire, provou a casca do salgueiro e ficou surpreso com o seu intenso sabor amargo.
Sua semelhança com o sabor da casca do “Peruvian” (Cinchona) – um remédio raro e muito caro utilizado para malária – chamou a atenção de Stone, levando-o à iniciar uma observação clínica cuidadosa, que durou seis anos e culminou com uma carta ao Honorável George Conde de Macclesfield Presidente da “Royal Society” relatando sua descoberta. Stone baseou-se na teoria de que muitas doenças naturais carregam com elas sua cura, ou que sua cura não está muito distante da sua causa.

O salgueiro, assim como as doenças febris, são abundantes nas regiões úmidas. Apesar de não saber, o que ele acabava de descobrir era que os salicilatos – termo geral para os derivados do acido salicílico – reduziam a febre e aliviavam as dores produzidas por uma variedade de doenças agudas que provocavam calafrios, como a malária. A casca do salgueiro (Salix alba) é adstringente porque contém grande quantidade de salicina, o glicosídeo do ácido salicílico.

Em 1833, Raffaele Piria deu ao composto o nome pelo qual é conhecido até hoje: ácido salicílico. Durante o século 19, os cientistas franceses e ingleses estavam muito à frente dos alemães no que dizia respeito ao estudo de produtos naturais porém, o “know-how” de produtos sintéticos era dominados pelos alemães. Em 1859, Hermann Kolbe e seus estudantes, na Universidade de Marburg, sintetizaram o ácido salicílico e seu sal sódico, a partir de fenol, dióxido de carbono e sódio. Em 1874, um desses estudantes, Friedrich von Heyden, fundou a primeira grande empresa dedicada à produção salicilatos sintéticos em Dresden.

Enquanto em 1870 o preço do ácido salicílico, feito a partir do salicina, era 100 Thaler por kg, em 1874 o preço do produto sintético era 10 Thaler por kg. Foi a disponibilidade de um ácido salicílico barato que possibilitou a propagação do seu uso.

A aspirina, o salicilato mais conhecido hoje, entrou nessa competição razoavelmente tarde. Sua descoberta, em 1898, deveu-se ao fato do pai de Felix Hofmann, um químico do ramo de tinturaria da divisão Bayer, ser portador de artrite e não tolerar o salicilato de sódio devido a uma irritação crônica do estômago.

Hofmann foi buscar na literatura um derivado do salicilato de sódio que fosse menos ácido e deparou-se com o ácido acetil salicílico que era também mais palatável e mais efetivo para seu pai.
Atualmente, o salicilato mais usado é o ácido acetil salicílico, mais conhecido pelo nome comercial, “Aspirin”, (“a” de acetil e “spirin” do alemão Spirsaure), registrado pela Bayer.

Em 1899, não havia indústria química no mundo capaz de competir com os cartéis alemães. Eles haviam ganhado a guerra da aspirina e podiam ditar os termos da vitória.

No início da década de 90, os americanos consumiram cerca de 80 milhões de comprimidos/dia = 59 bilhões de comprimidos/ano e gastaram em torno de 29 bilhões de dólares/ano com analgésicos, muitos dos quais continham aspirina ou substâncias assemelhadas.
Mecanismo de ação:
A primeira explicação satisfatória para o mecanismo de ação da aspirina foi proposta, em 1971, por John R. Vane e colegas do Royal College of Surgeons em Londres. Vane havia observado o fato de que muitas formas de dano tecidual (como o rubor e calor, e dos que são sinais de inflamação) eram seguidas pela liberação de prostaglandinas, um grupo de hormônios ubíquos produzidos pela oxidação enzimática do ácido aracdônico, um ácido graxo contido na membrana celular.

As  prostaglandinas são liberadas quando as células são lesadas ou estimuladas por outros hormônios. Vane então, utilizou ácido aracdônico marcado radioativamente para demonstrar que a aspirina e drogas a ela relacionadas (chamadas de antiinflamatórios não esteróides = AINEs) inibiam a síntese de prostaglandinas.
Talvez o aspecto mais persuasivo da hipótese das prostaglandinas, tenha sido a explicação dos efeitos colaterais dos AINEs.

O efeito colateral mais freqüente do ácido acetilsalicílico, é a irritação e ulceração gástrica.
Tais drogas causam esta irritação porque bloqueiam a síntese das prostaglandinas necessária à mucosa gástrica para regular a superprodução de ácido e sintetizar a barreira de muco que previne sua auto digestão.
A hipótese da prostaglandina explica o efeito antitrombótico de pequenas doses de aspirina, e o efeito analgésico e antipirético de doses intermediárias. Contudo, muita coisa ainda pode vir a ser aprendida sobre a biologia destes compostos na medida que eles interagem com sistemas cruciais das células.
Indicações:
Stone observou ainda que tais compostos exibiam um amplo espectro de efeitos:
Em baixas doses = de 85mg a 325 mg/dia – a aspirina pode ser usada para tratar e prevenir ataques cardíacos e na prevenção de trombose cerebral; 500mg a 4g (2 a 8 comprimidos de aspirina) Dois a seis comprimidos/dia são eficazes para dor ou febre;
Doses mais altas reduzem o rubor e o edema das articulações em doenças como a febre reumática, a gota e a artrite reumatóide.
A aspirina e os salicilatos têm, também, muitos outros efeitos biológicos, somente alguns relacionados com seus usos clínicos.

Os salicilatos podem:
-Tratar calosidades;
-Provocar a perda de acido úrico pelos rins;
-Matar bactérias “in vitro”.

A Aspirina na Medicina:
-Inibe a coagulação sanguínea;
-Induz úlcera péptica;
-Promove retenção de fluidos pelos rins.
-Prevenção das Doença Arterial Coroanariana e
-Acidente Vascular Cerebral.

Na Biologia Celular:
-Inibição do transporte de íons através de membranas celulares;
-Ativação de células brancas;
-Alteração na produção de ATP mitocondrial.

Na Biologia Molecular
-Ativação gênica.

Na Botânica
-Indução da floração.

Garret A. Fitzgerald e John Oates da Vanderbilt University School of Medicine mostraram que a aspirina, em pequenas doses, pode reduzir o risco de coagulação prevenindo AVCs e ataques cardíacos. Nenhuma outra descoberta, advinda da hipótese de Vane, obteve maior impacto na saúde pública.

Entrevista com Dr. Gilson Feitosa – Professor titular III Disciplina de Clínica da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública; Presidente SBC – 1999-2001.
1. Qual a incidência das doenças cardiovasculares no Brasil?
R.:  São responsáveis por cerca de 300 mil óbitos ao ano, esse dados são obtido através de levantamento de atestados de óbitos, isto coloca as doenças cardio-vasculares – DCV como a principal causa de óbitos no Brasil nos dias atuais e já a muito tempo desde os anos 60. Entre as doenças cardiovasculares destaca-se as doenças isquêmica do coração e as doenças cerebro-vasculares como as mais importantes, a peculiaridade no Brasil de ainda contarmos em algumas regiões com doenças ligadas a aspectos carenciais como por exemplo a doença reumática no coração e doença de chagas.
2. Quais são seus fatores predisponentes?
R.: Os fatores predisponentes para a cardiopatia isquêmica cardiovascular são:
hipertensão arterial, tabagismo e dislipidêmias, todos estes fatores de risco concorrem para o aparecimento de aterosclerose vascular, que é a doença básica,  determinando doença arterial coronariana e doença dos vasos cerebrais.
3. Como prevení-los? Existe forma de prevenção usando medicamentos?
R.: Existem duas formas identificadas de prevenção, uma que é dita primária, que é mais abrangente e aplica-se as pessoas que tendo os fatores de risco ainda não tiveram manifestações da aterosclerose. A segunda forma é a prevenção secundária onde se aplica a pessoas que já tiveram infarto do miocárdio, em ambas, as formas de prevenção recomenda-se  mudanças do estilo de vida que resultem em abolição do tabagismo (cigarro), dietas saudáveis com redução de gorduras saturadas, controle de peso e prática regular de exercícios.
Ocasionalmente na fase primária e freqüentemente na secundária recorre-se ao uso de medicamentos tais como, antihipertensivos e hipolipemiantes.
4. Qual a real importância da aspirina como droga preventiva das DCVs (Doenças cardiovasculares)?
R.: A aspirina tem papel comprovado na prevenção de eventos cardiovasculares, tanto em prevenção primária e principalmente na secundária. São clássicas as observações dos estudos médicos realizados nos EUA, com prevenção primária, e são numerosos os estudos de prevenção secundária que demonstram que a aspirina em doses que variam de 100 a 300 mg/dia são capazes de reduzir muitos desses eventos.

Fonte:  Boletim científico de Medicina Laboratorial – publicação quadrimestral, ano 14, nº01, 1º quadrimestre 2003;  do LPC- Laboratorio de Patologia Clínica, de Salvador/Bahia.
Atenção: O Orquidario Cuiabá recomenda – não faça uso de medicamentos sem que tenham sido receitados por profissionais de Saúde Pública.

23 Comentários »

  • Bruno Medeiros dito:

    É isso ai senhor José Luiz!
    Faquinha de dois gumes bem interessante…

    Vamos tentar aplicar essa receita orquidófila em meus bonsai e ver no que vai dar.

    E o bom é que pode-se aprofundar os estudos desse medicamento e ver os dois lados da moeda. Assim como acontece com as orquídeas, espécies que crescem mais lentamente poderão se beneficiar… E se por um lado o retardo no crescimento é ruim para as orquidea, para o bonsai, ele pode ser útil em algumas espécies.

    Um abraço!
    R.: Bruno, achei interessante esse artigo e estou testando em algumas Phalaenopsis que tenho. Nessa linha de pensamento envolvendo bonsai, usando concentração maior de AS para retardar crescimento da planta, seria uma alternativa a ser estudada para orquídeas de crescimento exagerado como a Arundina bambusifolia, conhecida como “orquidea bambú” para pessoas que gostariam de tê-las em casa com tamanho menor.
    Bruno amigo pessoal, é cuiabano, praticante da cultura e cultivo de bonsai, administrador do blog BONSAIMT, link em parceiros no meu. Abraços e obrigado pela visita!

  • sandra soares dito:

    É José Luiz realmente a faca ficou com mais de dois gumes!!!! Estive verificando em algumas drogarias e farmácias, a Aspirina adulto é de 500 mg ficando assim para os nossos amigos a responsabilidade de fracionar o comprimido para não estar exagerando na dose.Espero que quando comprarem verifiquem esta dosagem!!!!!! Já que a dose usada é 325 mg, isto sendo considerada uma dose para adultos. Vamos prestar bem atenção nesse ponto de uso do medicamento fracionado para que de tudo certinho tanto com as orquídeas quanto com os bonsais, no caso do Bruno vai ficar mais fácil. Um abraço !
    R.: Concordo Sandra, preciso verificar se a Aspirina infantil teria dosagem menor…quem sabe ela terá menor concentração. Aproveitando para lembrar que esse comprimido será usado dissolvido num galão de água (medida americana), cuja equivalência em litros está no final do texto . Tem pessoa que não observa estes detalhes, dissolve em um litro de água…depois manda recado tipo “usei essa fórmula e matei minha orquídea!” Mas não conta em quanto de água dissolveu. Comentei isso com um amigo,sobre a quantidade de água usada, mais de 3 litros para cada comprimido, e ele “Nossa, mas não é muita água para um só comprimido?” É em situações assim que mora o perigo da intoxicação da planta. Tem pessoa que por conta própria aumenta a quantidade, inclusive nos adubos – o resultado de overdose, de adubos e medicamentos nas plantas pode ser fatal. Entendo que no caso da Aspirina 500mg para adulto, para uma quantidade aproximada basta dividí-la em quatro partes, excluir uma e usar as outras três dissolvidas. É o que o autor explica no texto sobre usar 3/4 do comprimido. Coloquei alguns grifos e acréscimo sobre galão e litros para que não reste dúvida. Abraços.

  • Lucy Vieira dito:

    O salicilato foi citado como agente antifúngico, sendo utilizado de maneira preventiva. Será que ele pode ser utilizado no combate à infecções fúngicas já instaladas? Qual a forma de utilização neste caso, sistêmica ou local? E qual a diluição? Alguém teria esta resposta…
    abs!
    R.: Para esse detalhe eu também não sei, quem sabe outros visitantes possam deixar comentário dividindo informações. Vale lembrar que o autor do artigo afirma “Nossas plantas tiveram mais floração, maior crescimento e menos problemas de fungos desde que a aspirina se tornou parte de nosso trato cultural. A única mudança tem sido acrescentar aspirina uma vez por semana.”
    No outro texto que trata da história da aspirina, afirma-se que:
    Os salicilatos podem: -Matar bactérias “in vitro” e na Botânica: -Indução da floração.
    Deduz-se que Dot Henley usa o salicilato de forma sistemática, uma vez por semana. Como cientificamente tal medicamento pode matar bactérias em tubos de ensaio além de estimular a floração das plantas, segundo o texto seguinte, acho que esse resumo responde sua dúvida. Passei a usar recentemente acido salicílico em alguns seedlings de Phalaenopsis que estavam meio “judiadas”. Agora é continuar o tratamento uma vez por semana e aguardar os resultados. Entendo que ao tentar esse experimento, é preciso observar a quantidade aproximada de UM comprimido usado para cada 3,7 litros de água alcalina (apenas 3/4 de um comprimido de 500mg). Um comprimido inteiro para quase 3,7 litros de água dará efeito contrário, atrasando o crescimento da planta, conforme o texto. Abraços.

  • sandra soares dito:

    E aí José Luiz temos progressos, no meu caso eu já tenho resultados positivos, até mesmo a aplicação de calda de fumo que eu faria esta semana eu tenho certeza de que não será necessária. E quanto as que eu separei nas UTIs hj fui dar uma verificada e as raízes estão se recuperando de forma visível. Agora com o uso da aspirina tenho tido menos incidência de colchonilha, o que hoje eu pude notar é que elas se desprendiam das plantas com um simples toque dos dedos o que não acontece quando ocorre uma planta está atacada e sem tratamento. Espero que possamos continuar ajudando !!!! Abraços Sandra
    R.: Agradeço sua colaboração Sandra! Achei ótimo esse texto e como disse acima, já estou testando nalgumas Phalaenopsis! Como fiz uma única aplicação, e sendo uma só vez a cada semana…aguardarei para ver os resultados. Sempre que tiver dicas como essa conto com sua colaboração! Os visitantes do blog agradecem!

  • Miriam dito:

    será que essa solução de agua e aspirina resolveria quando as raízes vão para fora do vaso?
    R.: Miriam, quando o enraizamento de uma planta começa a sair fora do vaso é sinal que ela pode ser replantada num vaso maior, ou, se estiver vegetando bem onde está, nada impede que, mesmo com as raízes saindo para fora, permaneça no mesmo vaso. Quanto ao uso de aspirina, o publicado no artigo e sugerido pelo autor como preventivo de doenças e pragas e segundo ele, melhora as condições de crescimento da planta. Não tenho como opinar sobre o resultado efetivo desse uso porque para mim também é novidade e comecei a usar em alguns seedlings de Phalaenopsis como teste. Abraços.

  • Marly de Souza Almeida dito:

    Excelente o texto sobre a experiência com aspirina no cultivo de orquídeas. Como pretendo aplicar nas minhas orquídeas, fiquei com uma dúvida: deve-se aspergir em toda a planta (folhas e raízes)e de forma abundante, como se faz com os fertilizantes?

    Agradeço a colaboração.

    Um abraço

    Marly
    R.: Marly, desde que tive conhecimento deste assunto há pouco tempo (quando publiquei o artigo) através da amiga virtual Sandra, do Rio de Janeiro, passei a usar em alguns seedlings de Phalaenopsis. No meu caso borrifo a totalidade da planta naturalmente, sem excessos. Como o processo ainda é recente não posso dizer sobre os resultados a curto prazo. Vamos aguardar opiniões eventuais de outros visitantes ou mesmo da Sandra. Abraços.

  • sandra soares dito:

    José Luis,tenho uma phal. que nem sonhava que iria sair uma haste floral agora,(isto pelo tempo que ela floriu no ano passado, e ainda não tem um ano )e hoje quando fui fazer uma inspeção diária está lá uma nova haste com mais vigor do que as raizes novas. Sei que parece que os resultados estão sendo mais rápidos do que o esperado mas até mesmo as Arundinas Alba e a lilás já estão cheias de botões e olha que não estão plantadas diretamente no solo mas em vasos no meu terraço.Já que eu estava usando a aspirina a mais tempo que você digo que está sendo muito positivo,até mesmo uma Cyrtopodium Puntactum que também esta em um vaso está com dois brotos lindos (o que eu estava esperando era que só iriam aparecer depois de agosto). Então é usar e esperar que está dando muito certo.

  • valdete dito:

    ola gostaria de saber quantas aspirinas eu diluo em um galão de 20 litros?

    grata aguardo reposta

    R.: Vamos para a proporção matemática? Se para cada galão com cerca de 3 litros e 600ml de água eu diluiria cerca de 3 partes de um comprimido de aspirina de 500mg que previamente eu dividi em 4 partes, para 20 litros de água, que comportam em si praticamente 7 vezes aquela medida americana…portanto eu usarei “X” comprimidos. Lembre-se que fracionando os comprimidos, para cada galão americano sobrará uma quarta parte dele, que ao final, juntas essas excedentes formarão “X” comprimido que poderei usar…certo? Pronto Valdete, com essa dica fica fácil você mesma descobrir quantos comprimidos precisará para diluí-los nos 20 litros de água que precisar!!!! rs!!!! Gostei dessa sua pergunta! Abraços!

  • Auxiliadora dito:

    Bom dia!
    Gostaria de saber se posso adicionar algum adubo (20-20-20)nessa solução de aspirina.
    Bom fim de semana.
    Aguardo resposta
    Obrigada
    R.: O autor refere no texto ter usado a aspirina também misturada ao fertilizante solúvel na fase de crescimento. Eu também eventualmente uso misturado com fertilizante e não encontrei nenhum problema nisso. O importante é ter bom senso e nunca exagerar no uso de ingredientes químicos em nossas plantas, pois o resultado poderá ser o inverso do desejado, tanto adubo como aspirina são químicos. Abraços.

  • Murilo Goulart dito:

    Pulverizar as plantas quantas vezes ao mês ?

    Murilo

    R.: Estimado Murilo, como você deve ter lido o texto rapidamente e logo pensou em fazer uso da aspirina, não percebeu que o autor num trecho do artigo diz “Nossas plantas tiveram mais floração, maior crescimento e menos problemas de fungos desde que a aspirina se tornou parte de nosso trato cultural. A única mudança tem sido acrescentar aspirina uma vez por semana.” Baseado nisso, como o mês ter normalmente quatro semanas… Abraços.

  • Adair Ferreira dito:

    Boa tarde!!!

    Eu ja lí sobre o tema, e até então não tive a coragem de experimentar, mas diante do mencionado acima, acho que separarei algumas plantas que tenho repetidas, farei uso do produto, e depois confiro os resuldados…
    Abraços…

  • Sandra Soares dito:

    Bem já estamos chegando ao mês de outubro; como comecei a usar a solução antes de vocês, e desde junho não aplico calda bordalesa nas minhas orquideas e não tenho tido incidência de colchonilha, o que me deixa muito feliz com o resultado!! Espero que mais alguém possa ter feito a experiência e possa nos trazer também resultados positivos: nem colchonilha nem outros tipos de fungos que antes eu “cortava um dobrado” para controlar,rsrrsrsrs. A todos que fizeram a experiência, que possam postar os seus resultados. Abraços , Sandra.

  • Hélio R Magaldi dito:

    3/4 de Aspirina (ácido acetilsalicílico da Bayer) 325 mg equivale à 243,75 mg. Isto é praticamente a metade de uma Aspirina de 500 mg (a versão adulta comercializada no Brasil). Logo, para atingir os 243,75 mg, basta fracionar um comprimido de 500 mg em dois e utilizar uma das metades em 3,785 lts (1 galão – medida americana). Estou fazendo assim: metade de uma aspirina 500 mg diluída em 4 litros.

    A Aspirina 500 mg, dose para adultos no Brasil, é tida como “extra forte” nos EUA. Neste país, a concentração baixa é de 81 mg -low-dose – no Brasil é de 100 mg (infantil). Veja mais em http://www.wisegeek.com/what-is-the-appropriate-aspirin-dose.htm

    A página http://www.plantea.com/plant-aspirin.htm traz a experiência de Martha McBumey com o uso de ácido acetilsalicílico em diferentes culturas. Em algumas (tomate e brócolis) associando à solução de água-Aspirina uma pequena dose de sabonete líquido suave para que houvesse uma melhor aderência da mistura à planta. Diz ali que ao aplicar a solução de Aspirina-água em certas sementes plantadas em solo , houve 100% de germinação, o que não teria acontecido em outra área de solo com o mesmo tipo de semente.

    Interessante.
    R.: Estimado Hélio,
    comentários com conteúdo igual a esse teu acabam sendo incorporado no texto do artigo (veja acima ele incluido no texto principal), pois ajudam os demais visitantes na primeira leitura. É esse o objetivo do blog, interatividade e colaboração mútua. Pena que uma minoria pense dessa forma. Infelizmente da mesma forma que tenho ótimas visitas, tenho visitas de spammers, e até de pessoas que devem ter alguma neurose ou carência afetiva que confundem o blog com ponto de paquera ou pedintes de doações de orquídeas. Claro que pessoas assim, conforme a insistência acabo bloqueando o acesso. Volte sempre, e tendo algum artigo interessante relacionado a orquídeas e que possa publicar, é só mandar via email (veja em Contatos). Abraços.

  • vera lucia cavalcanti amaral dito:

    Oi!!! José Luis boa noite,gostaria de contar a grande experiência que tive.
    Em junho usei a aspirina ensinada no seu blog, sem medo nenhum, pois tive grande surpresa, mês passado fui verificar as minhas orquideas como de costume, e senti um perfume maravilhoso no meio delas, era uma mini-orquidea que ganhei há muito tempo e que nunca tinha florido ela tem aproximadamente uns 15cm e lá estava um talo com 8 mine orquideas branca, com a borda lilás bem acentuada e a sepala amarelinho bem claro, o seu perfume é maravilhoso .
    Fico-lhe agradecida pelo maravilhoso tratamento com aspirina que você teve o carinho de nos proporcionar este cultivo para com nossas orquideas que para mim foi uma grande surpresa com minha mini-orquidea.
    José Luis eu tirei uma foto dela se você se interessar em ver fale comigo como posso lhe enviar. Que Deus te abençoe e te ilumine para que sejas cada vez mais iluminado nos seus estudos sobre orquideas.
    Agradecida Vera Lucia de Volta Redonda.
    R.: Vera, na realidade agradecemos a Sandra – também de Volta Redonda/RJ, que enviou-me o texto e publiquei! Você pode enviar sua foto via email, constante da página CONTATOS. Abraços e obrigado pela visita!

  • osvaldina ES dito:

    olá josé luiz.
    gostei dessa novidade, vou fazer o teste em algumas orquideas que estão meia fracas e depois digo qual foi a reação. osvaldina

  • Rosana Colina - SP dito:

    José Luiz, boa tarde

    Como este comentário são do ano passado e já estamos em fevereiro gostaria de saber qual foi o resultado que teve em suas Phalaenopolis, vou separar algumas plantas e fazer um teste obrigada
    Rosana
    R.: O uso do acido salicilico existente na aspirina ou correlatos como AAS genérico realmente atua como promotor de crescimento reforçando as defesas da planta. Lembre-se de não exagerar na dosagem nem empolgar-se e por conta própria aplicando mais que o necessário. Todo excesso é prejudicial a qualquer ser vivo…seja comida, bebida etc. Com as plantas essa máxima popular também é válida e deve ser respeitada. No meu caso tenho usado a recomendação do Hélio Magaldi, em negrito no artigo. Mais simples e óbvia quanto a quantidade do comprimido usada para o galão de água. Abraços e sucesso no cultivo de suas orquídeas.

  • Auxiliadora dito:

    Bom dia José Luiz

    Fico muito agradecida e feliz em estar aqui neste blog adquirindo mais conhecimentos e experiências. Não entrei em contato antes com você por problemas em meu computador. Logo que li a reportagem sobre a AAS comecei a aplicá-las em minhas Phalaenopsis, eis o resultado: Tivemos, aqui em Brazópolis-MG, a VII Exposição Nacional de Orquídeas (novembro de 2009). Levei para a exposição 12 Phalaenopsis , 8 receberam boa pontuação e uma foi para o pódio como a melhor exótica. Caso inédito, aqui, pois nunca antes alguma dessa espécie recebeu pontuação. Isso só aconteceu depois que comecei usar aspirina. Todas elas ficaram lindas e viçosas com suas folhas carnudas e brilhantes.
    Tenho uma Brassia rex que está precisando dividir pois está saindo do vaso. Ela está com 15 pseudobulbos e estou em dúvida de como dividí-la e transplantar, como devo preceder? R.: Na fase da lua crescente, com instrumento cortante esterilizado corte o rizoma deixando quatro ou tres bulbos para cada corte, nunca menos que isso, seguindo-se cauterização dos cortes com colher das de sopa previamente aquecida na chama do fogão, passando em seguida fungicida que costuma usar, ou simples massinha umida de canela em pó nas pontas cortadas. Protegem contra fungos e bacterias. O plantio noutros vasos conforme seu costume, em substrato igual ao que a planta estiver atualmente.
    Numa de suas matéria, “Planta desidratada”, ficou este tema para uma próxima matéria e ainda não consegui localizar.
    Abraços e o MEU MUITO OBRIGADA.
    R.: Auxiliadora, fico feliz com suas noticias e agradecemos nossas colaboradoras Sandra de Volta Redonda e Katia de Niteroi, Rio de Janeiro, que volta e meia contribuem com todos com dicas valiosas, como foi o caso dessa materia sobre o uso do acido salicilico em orquideas. Aproveito aqui para externar uma consideração, todo conteudo publicado no Orquidario Cuiaba pode ser reproduzido sem fins lucrativos noutros blogs ou websites que sejam de acesso gratuito como aqui, mencionando-se a fonte de pesquisa. Descobrimos recentemente que um foreiro frequentador de outro excelente canal de informação na internet, disponibilizou nesse outro forum, esse artigo, daqui copiado, inclusive comentarios de visitantes aqui postados, dizendo apenas “vejam o que encontrei na net ” sem mencionar a origem. Nao queremos ser estrelas de nada, mas claro, queremos sim, o respeito ao reconhecimento do trabalho aqui publicado, como voce que visita-nos para agradecer…obrigado! Essas pessoas que copiam e divulgam noutros canais da internet sem mencionar a fonte ou origem, nao sabem, talvez, que para chegarmos a publicar alguma coisa aqui, isso foi possivel depois de muita pesquisa noite adentro, tradução pois muita coisa esta em ingles, sem contar pesquisas em livros cientificos para comparar e fornecer ao visitante texto sadio que nao induza a erros. Desculpa-me aproveitar seu comentario para externar isso, mas veio em boa hora, de repente ele voltara aqui para copiar novo comentario e podera conhecer o que pensamos de pessoas que procedem dessa forma, e dizer “vejam o que encontrei na net no site do Orquidario Cuiaba “. Querendo publicar aqui fotos de suas plantas floridas que participaram do concurso e daquela premiada, seja bem-vinda, mande via email. Sobre o artigo de plantas desidratadas, ainda nao o fiz, mas esta na relação de futuros artigos, reconheço a necessidade de atualização de artigos aqui no blog. Parabens por sua vitoria na Expo de Brazopolis/MG! Abraços

  • osvaldo dito:

    Boa Noite!
    Sr. Jose Luiz

    Quero aqui pedir desculpas por ter colocado sua matéria no canal de informação ao qual o Sr citou sem colocar a fonte a qual retirei a materia, matéria esta que achei exelente e por isso que quiz compartilhar com outras pessoas, costumo visitar seu site frequentemente, e confesso que obtive muitas informações preciosas aqui.
    De maneira nenhuma quero prejudicar seu website. Espero que me perdoe e fica minha promessa que se acontecer novamente deixarei em destaque a fonte da informação.
    R.: Estimado Osvaldo, agradeço sua visita e entendo que sua intenção é compartilhar com outras pessoas. É válida sua atitude e deve continuar assim, não sou contra isso, pode divulgar qualquer matéria ou foto aqui do blog em qualquer fórum sobre orquídeas, desde que seja de acesso gratuito e sem fins comerciais, sem prévia autorização, conforme recomendo na página “Quem somos”, mas lá deixo claro que deverá ser citada a origem ou fonte, ou seja blog ou site do Orquidário Cuiabá, talvez tenha passado despercebido isso a você, já que a menção “encontrei na net” fica muito ampla e não individualiza onde, concorda? Peraí! não é preciso deixar em destaque a menção da origem, basta simples anotação tipo “fonte: site Orquidário Cuiabá”. Nada contra seu bom trabalho em compartilhar noutro canal de informações sobre orquídeas, admiro e respeito o trabalho do colega Mario Leal , de Ribeirão Preto/SP e dos demais colaboradores dele, cujos artigos e/ou comentários, algumas vezes também me servem de referência; literalmente somos vizinhos, já que apesar de ter meu blog e orquidário em Cuiabá/MT, onde sou radicado há muitos anos, na realidade sou paulista de Ituverava/SP, cidade a apenas 110km de Ribeirão Preto/SP, portanto… Seja sempre bem-vindo! Abraços.

  • Sandra Soares dito:

    Que maravilha saber que temos até mesmo planta premiada!!!José Luis, isto quer dizer o quanto os visitantes do blog confiam com méritos ao admistrador deste. Que a nossa amiga Auxiliadora, envie fotos das phal para que possamos apreciar pelo menos por fotos o que não pudemos acompanhar em Brazópolis!!Fica aqui também o nosso agradecimento pelo respeito que este blog tem pelo seus colaboradores(as). Um abraço, Sandra.

  • Sandra Soares dito:

    Houve um tempo, em que eu não tinha tanta confiança em algo como agora,no uso da ASPIRINA, não somente nas orquideas, mas em todas as plantas que preciso de resultados positivos, nem penso duas vezes!! Sei que tudo em excesso é perigoso,mas com moderação eu posso ficar tranquila, pois os resultados com a aspirina, são excelentes!! E ainda, tenho ouvido o quanto alguns se espantam, pois até agora somente o que não dá certo em animais, é que temos conseguido ótimos resultados com as orquideas!!!! Um abraço, Sandra
    R.: Concordo, tenho usado AAS na forma genérica, mais barato, com bons resultados. Abraços.

  • VANDO dito:

    Boa noite, gostaria de saber se posso usar a aspirina em todos os tipos de orquideas
    R.: Tenho usado em todo meu orquidário sem problemas, com diversas espécies. Lembre-se de usar a dosagem exata de acordo com aquela que consta do cálculo feito por nosso visitante brasileiro, já que a aspirina americana tem dosagem diferenciada daquela vendida no Brasil. Abraços.

  • JOSE CARLOS FALCON dito:

    Utilizo para irrigar minhas orquideas água de poço proprio cuja análise do PH FOI DE 5,4.Com este nível de acidez posso utiliar a aspirina diluída?
    R.: J.Carlos, nunca fiz analise do pH da agua que utilizo, e como o valor do pH da sua, na média do que chamamos pH neutro, em torno de 6.0, não creio que haveria qualquer influência dele na solução com aspirina. O que você não deve é exagerar na dose colocando a mais. Abraços.

  • Auxiliadora dito:

    Boa noite José Luiz e Sandra
    Faz muito tempo que não entro em contato com vocês.Peço desculpas pela minha ausência.Hoje estou aqui novamente, pois, estou precisando urgentemente de uma orientação de vocês. Observei que em meu orquidário algumas orquídeas não tinham aquele “brilho” em suas folhas, estavam verdes mas sem vida, mas deram lindas flores este ano, inclusível minha´premiada de 2009. Fui alertada por um casal amigo orquidófilo que na ponta das raízes da Cattleya Walth coerulea terminava com uma formação de “bolinhas”. Tiramos uma dessas bolinhas e abrimos, dentro havia um bichinho. Tirei a planta do vaso e cortei todas as pontas que terminavam em bolinhas, coloquei-a alguns minutos imersa em sulfato de cobre depois cauterizei todas essas pontas com própolis e replantei. Observando vários vasos, principalmente as que estavam perto dela, notei que também na ponta de suas raízes formava-se essas “bolinhas”. Fiz o mesmo procedimento com as outras orquídeas. Agora é que peço-lhes SOCORRO, pois não sei que tipo de infestação é essa, que inseto é este, como devo proceder para não mais acontecer e como COMBATÊ-los. Ainda estou olhando todas as outras plantas.
    Ficarei muito agradecida pela ajuda e pela atenção de vocês.
    Um grande abraço.
    R.: Sua planta ou plantas foram atacadas possivelmente pela Calorileya nigra, uma vespinha que na fase adulta apresenta coloração escura, com cerca de 2,5 mm de comprimento. Suas larvas esbranquiçadas e recurvadas medem entre 2,0 a 2,5 mm de comprimento na fase mais desenvolvida. Atacam as raízes, provocando a formação dessas “bolinhas” conforme você cita. O período evolutivo gira em torno de 50 a 60 dias quando o inseto o adulto sai da raiz através de um orifício. Pode-se combater preventivamente esse inseto com calda de fumo misturada a óleo de nim na forma orgânica. Infelizmente um combate efetivo somente usando inseticidas comuns encontrados em lojas de produtos agropecuários. O uso de calda sulfato de cobre nas raizes de sua planta pode prejudicar o enraizamento, afinal esse elemento químico é parte da calda bordalesa, que só usamos no borrifamento das folhas e nunca no enraizamento. Abraços.

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