Há tempos orquidófilos do Brasil têm utilizado com sucesso o coco seco (popular coco-da-Bahia), como substrato no plantio de orquídeas epífitas. Mais recentemente, com a escassez e principalmente a possibilidade de extinção do xaxim, algumas empresas lançaram-se no mercado industrializando casca de coco verde, melhorado sua fibra através de tratamentos próprios na fabricação de vasos e placas conhecidos por coxim. Muito há de ser ainda desenvolvido nesse sentido visando melhorar a qualidade desses substratos pois apesar da indústria apresentar excelentes produtos enquanto ”forma e aspecto bonito” embalados nas prateleiras de supermercados e lojas de jardinagem, na prática, quando utilizados para o fim a que se destinam em nossas casas e orquidários, deixam a desejar, isto porque alguns apresentam excesso de látex usado para incorporar as fibras, outros, excesso de juta, fibra longa parecendo crina de cavalo, e que, quando molhados, deformam-se completamente, e aqueles que apesar de rígidos, compactos, acabam esfarelando-se com certa facilidade depois de algum tempo de uso, ou com excesso de pó de coco, o que também não é bom para o enraizamento de nossas orquídeas. Isto não quer dizer que nao sejam bons para plantio de samambaias, avencas e outras plantas do gênero, mas nosso assunto específico é plantio de ORQUÍDEAS.
Uma boa solução, para mim, e ainda a mais barata e simples é a utilização do coco seco, sem qualquer beneficiamento industrial (sem desencorajar os fabricantes de coxim).
CURTINDO O COCO VERDE.
Não existe nenhum segredo para isso, basta conversar com o vendedor de água do quiosque encomendando-lhe os tantos cocos cuja água vendeu durante o dia, e que irá jogar fora nos containers de lixo da Prefeitura. Em seguida, esparramá-los na parte mais ensolarada do quintal de casa, ou local que se possa fazer isso sem atrapalhar o trânsito de pessoas e veículos, deixando-o curtir, virando-o periodicamente uma vez ao dia, por mais de um mês ou até que desidratem e adquiram a cor amarronzada própria, quando perdem muito do peso inicial e diminuem sensivelmente o tamanho. Normalmente a polpa interna no interior da noz dura, com a ação de bactérias acaba liquefazendo-se e colocando o coco com o furo para baixo ela escorrerá. Nos casos em que o coco estiver maduro, casca já amarela e mais fibrosa (melhor ainda!) e a polpa tornou-se castanha, cortá-lo ao meio e com auxilio de uma colher, jogá-la fora, sendo rica em gordura é uma fonte nutricional para fungos e bactérias, coisas que não queremos para nossas orquídeas.
Estando o coco seco apenas com sua parte fibrosa e a noz dura sem polpa interna, teremos um excelente substrato para nossas orquídeas epífitas, principalmente Cattleyas e seus híbridos em geral, Oncidiuns, Catasetíneas e outras.
A durabilidade do coco seco inteiro como substrato de orquídeas é superior ao xaxim. A orquídea irá enraizar-se em toda sua esfera ovalada, multiplicando seus pseudobulbos, ficando bonita, e muito mais fácil a retirada de mudas quando for necessário.
Já experimentei cortá-lo em pedaços menores ainda verdes (certamente bem mais fácil que com ele já seco) usando de um facão, para “velar” ou secar mais rápido. Isso até aconteceu, mas ao utilizar os pedaços secos para o plantio, apodreceram-se rapidamente, alguns formaram uma estranha viscosidade, outros foram acometidos por um tipo de caruncho. Resumo, dá um pouco mais de trabalho cortá-lo duro e já seco, mas aconselho deixá-lo velar ou desidratar-se sob sol pleno e INTEIRO, ou no máximo cortado ao meio nos casos em que já estiver maduro necessitando retirada da castanha. Com ele desidratado inteiro é bastante durável, sem apresentar os problemas referidos neste parágrafo.
A casca de coco seca possui em sua composição química macronutrientes e alguns micronutrientes cujos valores desconheço, mas para uma idéia de possibilidades, o Documento 52 (ISSN 1677-1915) da Embrapa cearense, apresenta excelente trabalho de sua equipe técnica que trata da
UTILIZAÇÃO DA CASCA DE COCO COMO SUBSTRATO AGRÍCOLA
“A composição química da casca de coco varia amplamente, conforme fonte, época do ano e quantidade de chuvas (Kämpf & Fermino, 2000). Uma caracterização química do pó de coco verde foi realizada no Laboratório de Solos da Embrapa Agroindústria Tropical (Silva, 1999). Foram determinados, também, o pH e a condutividade elétrica do material. A Tabela 2 apresenta o resultados de uma análise química de casca de coco verde, proveniente do Estado do Ceará.
Tabela 2. Caracterização química da casca de coco-verde.
N P K Ca Mg Na
(g/kg)
6,52 1,42 11,5 6,80 1,79 12,5
Fe Cu Zn Mn M.O.*
(mg/kg)
1973,0 6,6 31,8 23,3 72,58
*M.O. – matéria orgânica em percentagem.
A casca de coco verde apresentou uma alta concentração de sais, o que provoca uma condutividade elétrica (CE) alta. Nessa amostra específica, a CE foi igual a 4,7 dS/m. A lavagem com água, entretanto, mostrou ser um procedimento adequado para reduzir a quantidade de sódio e potássio presentes, que podem ser facilmente lixiviados. O procedimento de lavagem mostrou-se adequado também na redução do teor de taninos. Isso é importante, pois taninos solúveis muito concentrados são fitotóxicos e inibem o crescimento da ponta das raízes (Kämpf & Fermino, 2000). Com relação ao pH, a casca de coco verde apresenta valores situados entre 4,8 e 5,2.” – fonte: www.cnpat.embrapa.br
Vemos no estudo acima, os teores desses elementos químicos no coco verde, seu alto teor de sal e tanino e acentuada acidez; a quantidade de potássio não consideramos porque no caso do plantio usando-o inteiro, sua liberação seria homeopática e como estaremos usando o coco seco, cuja média do pH gira em torno de 5,5 - 6,0 (portanto entre moderada e fraca) na perda de água pela desidratação natural, perde também boa parte desses dois componentes, sal e tanino, e conforme o próprio texto explica, seus teores são reduzidos pela lixívia (lavagem), propiciando um pH praticamente neutro.
Ora, se diariamente regamos nossas orquídeas e sendo a casca do coco seca e lisa, nessa lavagem natural pelas regas, minimizamos a quantidades de elementos químicos indesejados que a planta não sentirá, tanto que pela experiência que já tive, apresenta excelente enraizamento. Pelo próprio formato ovalado e liso da casca, pouco reterá de excessos dos sais de adubos solúveis, a não ser aquilo que o velame absorver naturalmente. O tanino é considerado um antifúngico e bactericida natural, e em quantidades mínimas, acaba sendo benéfica sua presença na fibra de coco seca.
Outra vantagem do uso do coco inteiro no plantio de nossas epífitas, é que sendo casca lisa, com algumas nervuras típicas formadas pela secagem, dificulta a moradia ou esconderijo de algum inseto indesejado em nosso orquidário, o que não acontece em cascas muito rugosas.
PLANTANDO NOSSAS ORQUÍDEAS EM CASCA DE COCO SECO.
Podemos plantar nossas epífitas de forma comum usando o coco inteiro (é o que prefiro para Cattleyas e afins), ou com ele todo furado ( furadeira com broca grossa - faremos furos aleatoriamente em volta dele), facilitando enraizamento inclusive na parte interna da noz dura e oca. Segundo Mirene Kazue Haga Saab*, do Orquidário Oriental, “na Tailândia, a espécie Dendrobium phalaenopsis é plantada em cascas de coco, que são cortadas em quatro partes. Cada uma recebe um exemplar”. *revista ”Como cultivar Orquídeas”, 20ª edição, Casa Dois Ed.
Se quisermos usá-lo em pedaços, colocando-a como substrato em vasos plásticos ou de cerâmica, cestos, no meu caso, uso de uma marreta para rachá-lo e em seguida com um machado ou facão corto tantos pedaços quantos quiser e no tamanho que desejar.
Se precisar dele desfibrado, para garantir um substrato mais úmido, é simples também, depois de quebrá-lo com a marreta, separo por gomos, colocando-os sobre uma superfície dura, preferencialmente um pedaço de tábua resistente, e com poucas batidas da marreta sobre os gomos, eles ficam macerados em fibras. Neste caso, devem ser lavadas em água corrente para retirar o excesso de pó.
A fixação da planta é feita amarrando-a no coco seco inteiro, usando de pedaços de fio telefônico. Feito isso poderá ser colocado em vasos ou simplesmente suspensos, transpassando numa das pontas pedaços de arame liso galvanizado.
Pedaços ou fibras da casca de coco seca podem ser misturadas a outros tipos de substratos conforme a necessidade, formando um mix benéfico ao crescimento da orquídea, como casca de arroz carbonizada, cacos de telha ou tijolo de 8 furos e outros que o conhecimento e experiência de cada um indicará.
Finalizando, poderiam me perguntar “ -Posso plantar minha orquídea no coco inteiro ainda verde?” –Não, porque pelo processo de desidratação natural o mesmo estará liberando nesse período altos teores de sal e tanino, extremamente prejudiciais ao enraizamento de qualquer planta.
Sua utilização sem restrições só poderá ser feita após realmente desidratado e adquirir a aparência daqueles secos mostrados nas fotos deste artigo !
(Atenção: Trechos de artigos publicados no blog do Orquidário Cuiabá virtual podem ser livremente copiados e transcritos sem prévia autorização, inclusive fotos de plantas somente para websites e blogs sem fins lucrativos e fórum de discussões gratuitos relativos a orquídeas desde que mantidos na forma original e citada a fonte – proibido a reprodução de texto e fotos do Orquidário Cuiabá virtual em websites comerciais, profissionais e de vendas de plantas sem prévia autorização escrita)
Tags: casca de coco seco, coco seco pH, coco verde pH, orchidacea substrato coco, substrato coco seco, tanino
Minha experiência com a fibra de coco é praticamente desde o início da minha vida orquidófila, ou seja, 8 anos. Tanto uso casca de coco seca, desfibrada, como uso a do coco verde cortada em pedaços. No primeiro caso, do coco seco, basta colocar a fibra numa bacia ou balde com água e ir trocando todos os dias para que saia o tanino. Já a coco verde, é necessário, depois de cortado os pedaços, ir para o sol vários dias, até ficar seca. Feito isso é só retirar o tanino como falei acima.
Com a proibição do xaxim a fibra de coco in natura é um substrato excelente, já o industrializado não aprovei pelos motivos citados por você. Parabéns pelo texto! Interessante, hoje mesmo estava lendo este trabalho da EMBRAPA-CE, quando pesquisava sobre casca de arroz carbonizada. rsrsrsrs Abraços, Vera
R.: Vera! minha amiga cearense! Ótima sua intervenção! Sobre o coco verde, fiz a experiencia de cortá-lo em pedaços e secá-lo até “esturricar” sob sol diário…depois utilizei pra plantio, aconteceu o que falo no artigo. Talvez no Ceará, essa terra maravilhosa de sol quase o ano inteiro e terra do ORQUIDÁRIO TERRA DO SOL (pessoal, ela tb tem um ótimo blog com esse nome), não tenha o mesmo efeito que no sul de Goiás. Sobre a EMBRAPA-CE, coincidência ou não em nossas pesquisas para reforçar uma prática de cultivo e/ou tese envolvendo coisas comuns numa região (coco-da-Bahia - tipicamente nordestino), essa respeitada entidade de pesquisas disponibiliza excelentes artigos! Abraços!!!
Utilizei a fibra industrializada e a experiência foi desastrosa! Perdi diversas orquideas que “melaram”. Me falaram depois que seria necessário deixar de molho por pelo menos 24.00 hs para retirar o tanino e o sal como você explicou.
Foi uma grande coincidência pois ontem eu estava lendo no livro”Cultivo de Orquideas”, LK editora, elaborado pelo engenheiro agrônomo Roberto Jun Takane sobre a escolha de substratos e nele havia a seguinte orientação:
“O substrato utilizado para o cultivo das orquideas deve apresentar porosidade acima de 60% e densidade superior a 100g/L. A fibra de coco possui densidade de 110 até 150 g/L e a casca de arroz carbonizada, densidade superior a 200 g/L, portanto podem ser utilizadas na produção de orquideas”.
Também (como você) orienta a esterilizar o material e recomenda:
” 65º C - para larvas de insetos; 70ºC - para fungos e nematóides - 80º C - para sementes de ervas daninhas”
Quanto ao método de solarização: ” Para aumentar a temperatura e eliminar os organismos indesejáveis, o substrato deve ser colocado no interior de uma lona transparente, que tem a finalidade de reter o calor e permanecer nessa condição por no mínimo, 25 dias”
Adorei o texto! Será muito bom iniciarmos todo o processo do zero (curtindo os cocos, etc) até vê-las florir!
É por isso que eu adoro o seu blog!
Parabéns mais uma vez! SHOW!
R.: Obrigado Katia! Seu comentário, como o da Vera, acrescentaram mais informações neste artigo! Obrigado pela colaboração! Abraços!
José Luiz, só uma correçãozinha, senão o pessoal não localiza. O nome do meu blog e orquidário é TERRA DA LUZ, que não deixa de ser tb do sol.
Abraços,
Vera
R.: Oops! Desculpa Vera! Me empolgo com o Ceará - terra do sol! Mas está ai sua correção, o endereço completo na outra mensagem, pro pessoal visitar! Abraços!
Kátia,
O TAkANE este em Fortaleza por duas vezes ministrando cursos sobre Cultivo de Orquídeas e Pragas e Doenças. Naturalmente falou que a luz solar é o maior esterilizador de substrato. Basta deixar ali que mata todo tipo de praga, que por ventura exista. Quanto a fibra de coco industrializada já era para vir tratada, afinal passou por um processo, não sei porque dá errado! Prefiro a casca in natura porque eu mesmo acompanho toda a retirada de sais e tanino.
Ontem postei no meu blog um artigo sobre a casca de arroz carbonizada. Convido-a a fazer uma visitinha: http://orquidarioterradaluz.blogspot.com
Abraços,
Vera Coelho
Olá, Vera, aceitei o seu convite de visitar o seu blog e pode estar certa que vou retornar várias outras vezes!
São muitas matérias e todas bem interessantes.
Embora ainda tenha muito o que aprender estou num bom caminho, com as suas dicas e as do José Luiz logo, logo deixarei de ser uma “orquidoida”
Parabéns!
Obrigada Kátia, a gente procura informar o que aprendeu e o que errou. Um dia chegaremos lá, com certeza! Abraços, Vera
Olá, Jose Luiz, boa tarde!
Recebi seu e-mail, obrigado! Achei super interessante o cultivo no substrato de coco, como tenho propriedade rural e cultivamos coco, vou fazer a experiencia. Quero saber se posso cultivar as vandas.
Aguardo retorno
Margarete de Souza
R.: Margarete, sobre o cultivo de Vandas, sendo monopodial, veja depois na categoria Cultivo de Orquídeas ou Recomendo aqui do blog, o suporte de bambú para orquídeas monopodiais. Aproveite e visite também o blog do Orquidario Terra da Luz, da amiga Vera Coelho, cujo link consta na aba direita em PARCEIROS. Ela editou uma matéria muito boa sobre Vandas! Abraços e sucesso no cultivo de suas Orquídeas usando casca de coco como substrato!
OLá!
Sou principiante e com as dicas de vc’s fiquei super animada pq estou morando no MT e tenho bastante disponibilidade de côco seco, verde . . . porém fiquei com uma dúvida, depois de ele seco tenho que deixar quantos dias de molho trocando a água para eliminar o tanino e não correr o risco de acabar com as poucas orquídeas que tenho!?
Abraço
R.: Juliana, se vc deixou o coco verde (depois de consumir a água ou polpa), “curtir” jogado pelo quintal exposto a sol, chuva e sereno da noite, basta lavá-lo com escova dessas de lavar roupa em água com um pouco de água sanitária como desinfetante, para limpá-lo de algum fungo ou bolor e pó; deixe secar e em seguida corte a casca grosseiramente em pedaços não muito grandes e guarde em sacos plásticos de adubo para ter à mão sempre que for plantar uma orquídea epífita. Nesse período de cura ele perde na desidratação muito do tanino e sal que tem. O que resta pouco influi nas raízes, até porque na lixivia quando molhamos as plantas, resquícios disso acabam saindo com a água. Mas querendo um tratamento exemplar, arranje um latão grande, encha de cascas já cortadas, bote água até cobrir tudo, leve ao fogo, depois que levantar fervura, retire e deixe esfriar, escorra a água, enxague em água corrente, deixe secar e estará pronto pra uso. Evite colocar aquela parte dura, tem muita gordura de resquícios da castanha e atrai bactérias. Nunca plante orquídea em casca verde…somente nela seca, desidratada, conforme já expliquei. Abraços!
Muito Obrigado pela explicação minuciosa, era exatamente o que eu precisava saber.
Agora já estou segura para utilizar esse substrato alternativo.
Os cocos ficaram expostos ao sol e chuva bastante tempo, alguns deles estão jogados entre 6 meses e 1 ano.
R.: Então vamos dividir! (rs!) estão todos prontos pra uso e estou precisando de coco seco pra plantar algumas orquídeas! É isso ai Juliana, com a época chuvosa é melhor catar todos eles, limpar como já expliquei, cortar e guardar em sacos de adubo limpos e dependurados pra evitar ratos usando-os como substrato sempre que for necessário. Abraços!
sou principiante, como estou aposentada, a melhor maneira de utlizar o meu tempo e com ajuda de amigos foi cultivar orquidea. Por isto fico procurando instruções de vocês, como tratá-las. Gostaria que me desse maiores instruções, muito embora as pessoas me ajudem muito, vou passar a usar o substrato de coco, fiz um parelho com prego para poder tirar as fibras, gostaria que me instruisse, se posso lavar com água e cloro.
R.: Seja bem-vinda Osvaldina! Cultivar orquídea te proporcionará agradáveis momentos e com seu carinho elas corresponderão com bonitas floradas! Não é necessário desfibrar completamente o coco seco. Basta cortá-lo grosseiramente em pedaços médios (veja a foto inicial deste artigo) e usando do vaso de garrafa pet que ensino como fazer aqui no blog, você terá ocupação de sobra! (rs!) As fibras da forma que você quer fazer serve em algumas situações, mas cuidado pra não compactar, as raizes das orquídeas epífitas precisam de ventilação do contrário melam. Sobre a limpeza da fibra de coco, veja a resposta dada logo acima pra Juliana Reck. Não é necessário lavar com cloro os pedaços ou a fibra que você desfibrar nesse seu aparelho. Basta água limpa. Nos casos em que o coco seco apresentar sinais de fungos, ai sim, com ele ainda inteiro seco pode-se passar água com cloro (água sanitária) com uma escova de lavar roupas e enxaguar em água limpa e corrente em seguida. Deixa-se secar, cortando os pedaços nos tamanhos desejados. Conforme a quantidade dos pedaços que fizer armazene em sacos grandes limpos pra ter a mão sempre que precisar. Sucesso na sua nova atividade amiga! Abraços!