Visitando a Serra do Espinhaço em Diamantina
Por Saulo Oliveira
A Serra do Espinhaço foi considerada pela Unesco, em 2005 , como a sétima reserva da biosfera brasileira, devido a sua grande diversidade de recursos naturais.
Em Minas Gerais, para a preservação de tamanha riqueza, existe a Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço , abrangendo 53 municípios mineiros e várias unidades de conservação como os parques nacionais das Sempre Vivas e da Serra do Cipó e os parques estaduais do Itacolomy, Serra do Rola Moça, Rio Preto, Biribiri, Pico do Itambé além de estações ecológicas , parques municipais e reservas privadas.
O habitat em questão, localizado na região norte do Estado de Minas Gerais, próximo à cidade de Diamantina, é constituído essencialmente por campos de rupestres, formação com embasamento rochoso antigo, proterozóico, recoberta por solos rasos e ácidos mas capazes de sustentar uma grandiosa riqueza florística,
sobretudo da família Orchidacea além de belas espécies de “canelas de ema” (Velloziacea) e as “Sempre vivas” (Eriocaulacea).
A amplitude térmica diária é alta, com dias quentes e noites frias; o teor de umidade no ambiente é variável; existem, na época de chuvas, inúmeras fontes de água mesmo na parte alta da serra proporcionando alto teor de umidade enquanto que na época seca muitos se extinguem. Na maioria das vezes as plantas vegetam a pleno sol, que incide diretamente sobre as suas folhas sem, contudo, apresentar maiores danos dadas as suas adaptações (como a existência de folhas coriáceas) a tal condição. Essas condições devem ser criteriosamente consideradas quando se pretende cultivar satisfatoriamente espécies desse tipo de ambiente.
Ocorrem inúmeras orquídeas na região mas as espécies que dominam o local são as Laelia rupícola (atualmente Hoffmmannseggella), dadas as enormes populações formadas,com algumas espécies em contato pleno com outras,inclusive compartilhando o mesmo período de floração,o que permite a ocorrência de hibridação natural (com vários exemplos já descritos para a ciência como o da Hoffmannseggella x Cristinae Miranda & Lacerda, hibrido entre briegeri e rupestris, e da Hoffmannseggella x Raganii Miranda & Lacerda, entre a bradei e a rupestris; para maiores informações sobre essas plantas : http://mirandaorchids.com/taxonomy2VGA.htm ).
No local, observado durante uma rápida visita, ocorrem as Laelia briegeri, bradei e rupestris (ex-crispata); a distribuição das espécies nesse trecho da serra parece variar sobretudo em função da altitude mas pode-se observar trechos em que ocorre sobreposição de nichos. Como a viagem não foi programada, ocorrendo quase que por acaso, não foi observada a floração dessas plantas (com exceção de uma pequena bradei, conforme demonstrado na figura 7).
Ocorrem, também,espécies do gênero Bifrenaria, Epidendrum (inclusive E. scalares, considerado a maior orquídea do Brasil), Pleurothallis, Bulbophyllum e Oncidium.
Créditos:
Texto e fotos de Saulo Oliveira, orquidófilo da Associação Orquidófila de Itaguara/MG, colaborador do Orquidário Cuiabá.
Nota do administrador do blog: Agradecemos colaborações como essas, com texto e fotos instrutivos, possibilitando-nos com isso um melhor cultivo dessas plantas porventura existentes em nossas coleções.














Minas Gerais! Sempre ela nos encantando com a exuberância e beleza de suas orquideas.
Parabéns !
Abraços, Katia
Prezados,
Vi as imagens e fiquei encantada, gostaria de saber como visitar este local tão lindo.
abraços
Conceicao
Parabéns Saulo. Os orquidófilos de Itaguara devem estar orgulhosos de você.
Quando o assunto é beleza natural o Brasil se destaca como um país privilegiado, reconhecido e procurado pelos turistas do mundo todo, é Minas Gerais contribuindo para o enriquecimento. Eu gosto de ser brasileira, mas tenho um orgulho danado de ser mineira uai… Diamantinense então “e trem bão de mais” é com um artigo mostrando essas maravilhas ai que fico orgulhosa mesmo. Parabéns pelo excelente trabalho.
Ivonair Oliveira
Eu sou de Bela Vista de Goias, aki tem muitas orquideas lindas, mas Minas Gerais me supreende cada vez mais, parabéns pelas fotos!
Adriano
Que lugar lindo! Caramba… eu como mineiro, e meio “descendente” de diamantinenses não conheço nenhum habitat lá, e olha que lá está uma das minhas orquideas preferidas, as Hoffmanseggella’s.
Parabéns pela matéria, e é sempre bom poder ver que ainda há lugares que ainda estão preservados. Será que esse local está dentro da reserva ambiental que existe em Diamantina?
Parabéns Saulo!
Muito bom destacar nossas plantas, principalmente as Hoffmannseggella (que são as principais de minha coleção. Resalto a quantidade de híbridos naturais desse gênero aqui em Diamantina, englobando os existentes entre a H. angererii e H. tereticaulis, e algumas especies novas encontradas aqui recentemente. Obrigado.
Realmente, que beleza extraordinaria é Serra do Espinhaço. Parabéns aos
felizes mineiros por possuirem um recanto tao magnifico e, ainda,repleto dessas maravilhosas orquìdeas, que tanto admiro.
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