Escrito de forma clara e objetiva segue-se excelente texto copiado na íntegra de folheto sobre orquídeas editado pela ASSOCIAÇÃO ORQUIDÓFILA DE SÃO PAULO - AOSP, de autoria do orquidólogo Sr. Denitiro Watanabe, de quem obtive autorização para esta publicação e agradeço por sua gentileza e colaboração. Querendo profundar-se nos assuntos aqui tratados, inclusive tendo em sua casa para uso diário dois ótimos MANUAIS com centenas de fotos e descrição de ORQUIDEAS HÍBRIDAS OU ESPÉCIES, vendidos pela AOSP, veja no final mais detalhes, fotos e como comprá-los. O texto a seguir ensina-nos:
a) Como situar as orquídeas.
b) Como pronunciar nomes de orquídeas;
c) Classificação por habitat;
d) Regras básicas de plantio;
e) Temperatura, Água e Umidade e Quando molhar a orquídea.
f) Tipos de substratos;
g) Luminosidade;
h) Adubação;
i) Pragas e doenças;
j) Quando dividir, plantar e replantar;
k) Floração.
TRIBUTO A DENITIRO WATANABE
Depois de publicado este artigo, recebi email da amiga orquidófila Katia Maria, de Niterói/RJ, com o seguinte: “(…)sou uma leitora voraz de revistas, livros, enfim tudo o que for relacionado a orquideas e outras plantas (roseiras, violetas, etc).
E ao ler uma revista me deparei com uma reportagem sobre Denitiro Watanabe!
A história dele é incrível! Não sei se você conhece…
Ele com 70 anos cuida de mais de 2000 orquideas e 800 espécies e ainda tem tempo para escrever livros, participar de exposições, etc.
Quando da 2a. Guerra Mundial seus pais fixaram residência no Brasil e cultivavam hortaliças e pessegos.
Por ter passado em um dos melhores colégios de São Paulo foi presenteado pelo pai com um bulbo de Cymbidium , pois o pai não tinha condições de lhe dar uma planta com flores e folhas. Dois anos depois ela floresceu.
A partir de então ele começou a sua coleção aos 11 anos de idade!
Sua orquidea mais preciosa é uma Cattleya walkeriana “Feiticeira” que lhe foi presenteada por um amigo sob a condição de nunca a vender.
E como voce divide com outras pessoas suas experiências e passa o ensinamento de nunca comprar plantas sem nome! Bonito, uma verdadeira lição de vida, não é?”
Emocionei-me lendo isso, e com esse texto presto homenagem do mundo orquidófilo a essa pessoa maravilhosa, cuja história é uma lição de vida a ser seguida!!! Obrigado sr. Denitiro, pelo muito que tem feito pela orquidofilia no Brasil!!!
CULTIVO DE ORQUIDEAS - autor: Denitiro Watanabe, orquidólogo.
a) SITUANDO AS ORQUÍDEAS: A orquídea pertence a uma família de plantas subdividida em mais de 1.800 gêneros e cada gênero possui de uma a centenas de espécies. O número total de espécies oscila em torno de 35.000, espalhadas pelos quatro cantos do mundo. O gênero Isabelia, por exemplo, possui apenas 2 espécies. O gênero Cattleya possui cerca de 70 espécies. E o gênero Bulbophyllum tem mais de mil espécies. As orquídeas mais populares são dos gêneros (C.) Cattleya, (L.) Laelia (lê-se Lélia), (Onc.) Oncidium (uma das espécies é conhecida como Chuva de ouro), (Milt.) Miltonia, (Den.) Dendrobium, (V.) Vanda, (Phal.) Phalaenopsis (lê-se Falenópsis), (Paph.) Paphiopedilum, conhecido como sapatinho (lê-se Pafiopédilum).
b) NOME DAS ORQUÍDEAS: Os nomes das orquídeas são dados em latim ou grego clássicos, línguas mortas,para que sejam os mesmos no mundo inteiro e nenhuma língua viva prevaleça sobre a outra. Assim, costumam oferecer algumas dificuldades na escrita e na pronúncia. Veja os exemplos:
- O conjunto de vogais ae lê-se e. Ex.: Laelia (Lélia); Exceção: Aërides (Aérides).
- O conjunto de vogais oe também tem o som de e. Ex.: Coelogyne (Celógine).
- Ph tem o som de F. Ex.: Phalaenopsis (Falenópsis).
- X tem som de KS. Ex.: Xanthina (Ksantina).
- CH tem som de K. Ex.: Chiloschista (kiloskista), Pulchelum* (pulkelum), Chondrorhyncha (kondrorrinka), Chocoensis (Kocoensis), *Ornithorhynchum (Ornitorrincum).
- TI seguido de vogal soa como CI, exceto quando precedido de S, T ou X. Ex.: Constantia (Constancia), Neofinetia (Neofinecia), Bletia (Blecia), mas Comparettia (Comparetia), Pabstia (Pabstia).
*Nota do administrador: Acrescento aqui que na fonética do LATIM a consoante M no final dos nomes soa surda, débil, quase inexistente. Ex.: Catasetum (catasetu), Pulchelum (pulkelu) - evite-se acentuar a pronúncia do M final.
Segundo convenção científica, nomes de gêneros e espécies devem ser escritos em itálico ou grifados.
c) CLASSIFICAÇÃO POR HABITAT: De acordo com o lugar do seu habitat, as orquídeas são classificadas como EPÍFITAS, TERRESTRES ou RUPÍCOLAS.
EPÍFITAS, a maior parte das orquídeas vivem agrupadas em troncos de árvores, mas não são parasitas, pois realizam a fotossíntese a partir de nutrientes absorvidos pelo ar e pela chuva. Portanto, ao contrário do que se pensa, não sugam a seiva da árvore.
TERRESTRES: vivem como plantas comuns na terra. Ex.: Paphiopedilum, Arundina, Neobenthamia, Bletia, embora aceitem o plantio em substrato ou envasamento.
RUPÍCOLAS são as que vivem sobre as rochas, fixadas nos líquens das fendas. Ex.: Laelia flava.
d) REGRAS BÁSICAS PARA O PLANTIO: A maior parte das orquídeas pode ser plantada em vasos de barro ou plástico de tamanho compatível com o da planta. É aconselhável o replante anual, ou pelo menos a cada dois anos, em virtude da decomposição ou deterioração do material.
Eis aqui algumas regras úteis:
1. Coloque uma camada de pedra no fundo do vaso (2 a 3 dedos) para permitir a rápida drenagem do excesso de água.
2. Complete com fibra de coco ou similar. Se houver pó, lave-o num balde com água para dispersar o pó. Evite substratos que contenham muito pó. As raízes necessitam de arejamento.
3. Certas orquídeas progridem na horizontal (rizoma), Laelia e Cattleya por exemplo, e vão emitindo brotos um na frente do outro. Para esse tipo de planta, deixe a traseira encostada na beira do vaso e espaço na frente para dar lugar a novos brotos (não enterre o rizoma, somente as raízes). Comprima bem o substrato para firmar a planta, a fim de que, com o vento ou um jato d´água, ela não balance, pois a ponta verde da raiz irá roçar no substrato, secar e morrer. Se necessário, coloque uma estaca para melhor sustentação.
4. Há orquídeas que dificilmente se adaptam dentro de vasos. Nesse caso, o ideal é plantar em tronco de árvore ou casca de peroba, protegendo as raízes com um plástico até a sua adaptação. Alguns exemplos dessas espécies são: C. walkeriana, C. schilleriana, C. aclandiae, a maioria dos Oncidiuns, Leptotes, Capanemias.
5. Orquídeas monopodiais (que crescem na vertical), como Vandas, Ascocendas, Rhynchostylis, Ascocentrum, devem ser plantadas no centro do vaso ou serem colocadas em cesto sem nenhum substrato. Nesse caso exigem um cuidado especial todos os dias. Deve-se molhar não só as raízes mas também as folhas com água adubada bem diluída. Por exemplo, se a bula do adubo líquido recomenda diluir um mililitro desse adubo em um litro de água, ao invés de um litro, dilua em 20 litros ou mais e borrife, a cada duas ou três horas, principalmenten em dias quentes e secos. Você pode perder a paciência, mas não a planta. Como exigem alta umidade relativa, pode-se, por exemplo, usar um recipiente bem largo, como uma tina furada, encher de pedra britada e colocar a planta com o vaso sobre as mesmas, de modo que as pedras molhadas pela rega assegurem a umidade necessária.
e) TEMPERATURA, ÁGUA E UMIDADE e QUANDO MOLHAR A ORQUIDEA: A umidade relativa do ar (quantidade de vapor d´água existente na atmosfera) nunca deve estar abaixo de 30%, caso contrário, as plantas se desidratarão rapidamente, o que, aliás, também ocorre conosco. Em dias quentes, a umidade relativa do ar é menor, por isso é necessário manter o ambiente úmido e molhar não apenas a planta, mas também o próprio ambiente. Num jardim, com muitas plantas e solo de terra a umidaderelativa é bem maior do que numa área sem plantas com piso de cimento.
Nunca molhe as plantas quando as folhas estiverem quentes pela incidência de luz solar, pois o choque térmico pode causar pequenas lesões que servem deporta de entrada para doenças. Molhe pela manhã ou no fim da tarde, quando o sol estiver no horizonte. Se precisar molhar durante o dia, espere uma nuvem cobrir o sol por cerca de 10 minutos para que as folhas esfriem. Somente, então, borrife as folhas, pois umidecê-las é extremamente benéfico.
-Quando devo molhar? Ouvimos com frequência esta pergunta e a resposta é infinitamente relativa. Se uma orquídea está plantada em substrato com pó, a rega pode ser semanal, mas, se estiver plantada em piaçaba ou casca de madeira, a rega deve ser diária. Quando se compra um vaso de orquídea, é útil verificar qual o substrato (material) em que está plantada, pois, dependendo dele, a secagem pode ser rápida ou lenta.
f) OS SUBSTRATOS MAIS COMUNS SÃO:
1. Fibra de coco com pó: secagem lenta.
2. Fibra de coco sem pó: secagem moderada.
3. Musgo ou cubos de coxim: secagem moderada.
4. Carvão ou piaçaba: secagem rápida.
5. Casca de pínus: secagem moderada, quando sem pó, e lenta, se tiver pó.
6. Mistura de grãos de isopor, casca de pínus e carvão: secagem rápida.
7. Casca ou tronco de madeira: secagem super rápida.
NOTA DO ORQUIDARIO CUIABÁ: O website “AORQUIDEA” do Mario A.G. Leal tem um excelente artigo complementando o assunto SUBSTRATOS, CLIQUE AQUI para saber mais no site dele.
A melhor maneira de regar é imergir o vaso num recipiente com água e deixar por alguns minutos. Se você molhar com um regador um vaso ressecado, pode ocorrer de a áua encontrar um canal por onde escorrer e o resto do substrato continuar totalmente seco. Um meio de verificar a umidade do vaso é aprender a sentir o peso, segurando com as mãos, ou atravé se um exame visual. Não use a mesma água em que foi mergulhado um vaso,par outro, pois, se no primeiro houver fungos nocivos à planta, o outro vaso irá se contaminar.
g) LUMINOSIDADE: Luz é essencial. Uma planta não pode fazer sombra para a outra. O ideal é manter as plantas sob uma tela sombrite de 50 a 70%, dependendo da intensidade da insolação local. Assim elas receberão claridade em luz difusa suficiente para realizarem a sua função vital que é a fotossíntese. Se as folhas estiverem com cor verde garrafa, é sinal de que estão precisando de mais luz. E se estiverem com uma cor amarelada, estão com excesso de luz.
Existem orquídeas que exigem mais sombra: é o caso, por exemplo, de algumas microorquídeas, alguns exemplares de Paphiopedilum, da Miltonia colombiana. Para estas plantas pode ser usada uma tela de 80% ou uma tela dupla de 50% cada.
Há outras que exigem sol direto, como a Vanda teres e Renanthera coccinea que, se estiverem sob uma tela, poderão crescer vigorosamente, mas dificilmente darão flor.
h) ADUBAÇÃO: As orquídeas necessitam de alimento como qualquer outra planta. Quando o adubo for líquido, dilua um mililitro (é igual a um centímetro cúbico) em um litro d´água. Uma seringa de injeção é um medidor prático.
Quando for sólido, mas solúvel em água, dilua uma colher de chá (1g) em um litro de água numa frequência de uma vez por semana. Essas soluções podem atuar como adubo foliar, mas nunca aplique durante o dia, pois os estômatos das folhas (minúsculas válvulas) estarão fechados. Faça-o de manhã, antes do sol nascer, ou no fim da tarde, molhando os dois lados das folhas (o número de estômatos é maior na parte debaixo das folhas).
Concentração de adubo menor do que a indicada acima ou pelo fabricante nunca é prejudicial. Se diluir o adubo citado acima (um mililitro ou um grama) em 20 litros de água (ou mais) e com ele borrifar diariamente as plantas, você pode obter excelentes resultados. Corresponde ao tratamento homeopático. Dosagem maior que a indicada funciona como veneno e pode até matar a planta.
Se o adubo for sólido, insolúvel na água, como o adubo da AOSP, deve ser colocado diretamente no vaso, numa média de uma a duas colheres de chá, dependendo do tamanho do vaso, uma vez por mês. É preciso cuidado para não jogar diretamente sobre as raízes expostas.
Obs.: Cessar a adubação quando o pseudobulbo estiver amadurecido, exceto para plantas monopodiais que tem crescimento contínuo.
i) PRAGAS E DOENÇAS: Plantas bem cultivadas, isto é, com bom arejamento, boa iluminação, num local de alta umidade relativa e bem alimentadas, dificilmente estão sujeitas a pragas e doenças. Falta de arejamento e de iluminação podem ocasionar o aparecimento de pulgões e cochonilhas (parece pó branco) que podem ser eliminados por catação manual ou com o uso de uma escova de dentes macia molhada com caldo de fumo, se forem poucas plantas.
Se o número de plantas for tal que impossibilite esse processo, você pode usar um inseticida adequado.
Planta encharcada pelo excesso de água ou submetida a chuvas prolongadas pode ser atacada por fungos e/ou bactérias, causando manchas nas folhas e/ou apodrecimento das raízes. O que ocorre é que os fungos ou nematóides que estavam em estado latente, ao encontrar condições favoráveis, se ativam e atacam as raízes.
No comércio existem muitos tipos de fungicidas e inseticidas, mas o manuseio requer cuidados especiais, pois são tóxicos para o ser humano e para outros seres vivos. Deixamos aquia a velha receita caseira do caldo de fumo que não é nocivo e é fácil de preparar.
Ferva 100 g de fumo de rolo picado em um litro e meio de água, acrescente uma colher de chá de sabão de coco em pó e borrife as plantas infectadas. É importante ferver o fumo, pois pode ser portador do vírus do tabaco.
Para combater pulgões e cochonilhas, pode-se também usar spray doméstico, tipo mata moscas, baratas, formigas, etc, feito à base de água e não de querosene (aqueles à base d´água vem escrito no tubo bem visivel esse detalhe).Uma outra boa opção é usar o óleo da semente de Nim que atua como inseticida e fungicida, tomando o cuidado de aplicar quando a temperatura estiver abaixo de 20º C e à sombra.
j) QUANDO DIVIDIR, PLANTAR E REPLANTAR: A divisão e replantio devem ser feitos quando a planta estiver emitindo raízes novas, o que se percebe pelas pontinhas verdes nas extemidades das raízes, não importando a época, inverno ou verão. Quando for dividir a planta, cada parte deverá ficar com, no mínimo, três bulbos, tendo-se o cuidado de não machucar as raízes vivas, o que se consegue molhando-as, pois ficam mais maleáveis. Sempre flambeie com uma chama (de um isqueiro, por ex.) o instrumento que vai usar para dividir a planta, para ter certeza de que a lâmina não está contaminada por vírus.
No caso de orquídeas monopodiais, como Vanda, Renanthera, Rhynchostylis, que soltam mudas novas pelas laterais, deve-se esperar que emitam pelo menos duas raízes, para então, separar da planta mãe.
As orquídeas do tipo vandáceas vão crescendo indefinidamente, atingindo metros de altura. Nesse caso, pode-se fazer uma divisão, cortando o caule abaixo de 2 ou mais raízes e fazer um novo replante. Se a base ficar com alguns pares de folhas, emitirá novos brotos.
k) FLORAÇÃO: De um modo geral, cada espécie tem sua época de floração que é uma vez por ano. Convém marcar a época de floração de cada espécie e examiná-las periodicamente, pois, caso não floresçam nessa época, você poderá detectar que algo errado poderá estar acontecendo com a planta e tomar providências. Por ex., no verão, teos floração da C. granulosa, C. bicolor, C. guttata. No outono, temos a C. violacea, C. luteola, L. perrinii, C. bowringiana. Na primavera temos C. warneri, L. purpurata, C. gaskeliana. Existem orquídeas, como certas Vandas que, bem tratadas, chegam a florir até quatro vezes por ano (desde que não sejam atingidas por um inverno rigoroso). O mesmo ocorre com híbridos cujos pais têm épocas diferentes de floração.
VEJA AGORA FOTOS DOS MANUAIS DE ORQUÍDEAS VENDIDOS PELA AOSP - com a sra. Lídia, pelo telefone (11) 3207-5703 ou email para aosp@aosp.com.br, mediante prévio depósito na conta bancária da Associação Orquidófila de São Paulo. Comprei os dois manuais. O primeiro volume organizado pelos orquidólogos Denitiro Watanabe, Márcia Sanae Morimoto, Gílson Tadao Enoki Kihara e Lúcia Midori Morimoto possui fotos coloridas de 506 espécies de orquídeas com ficha de cultivo. O segundo volume possui fotos coloridas e fichas de 442 espécies e 295 híbridas, e foi organizado por Denitiro Watanabe e Márcia Sanae Morimoto. Se você quer saber mais sobre orquídeas e pesquisar sobre algumas de sua coleção que não sabe o nome, esses dois manuais são INDISPENSÁVEIS em sua biblioteca. Não se esqueça de dizer que tomou conhecimento dos manuais aqui no blog-site do Orquidário Cuiabá virtual. Talvez a simpática dona Lídia lhe dê um desconto especial!


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Muito bom!
Adorei saber o grau de secagem dos substratos que utilizamos. Em regra, uso casca de pinus e carvão, embora deteste, pois é dificil prender a planta mesmo com tutores. As minhas ficam sempre meio bambas!
Foi importante saber que possuem a secagem rápida. Normalmente molho duas vezes por semana. Agora vou tomar mais cuidado.
Quanto a questão do adubo me falaram que é importante sempre molhar antes as plantas. Assim, quando vou aplicar o adubo molho antes (pela manhã) e no fim da tarde coloco o adubo ou então dou uma borrifada e depois aplico o adubo. Acho que perdi algumas plantas porque não molhava antes o substrato, não sei…
Quanto a questão das regas me orientaram a molhar umas três vezes para o substrato absorver. Não sei se é necessário quando o vaso for de plástico já que retém mais umidade.
Obrigado pela resposta, quanto minhas orquideas sem identificações, digo que TODAS são nativas, não sou muito fã de orquideas hibridas, apesar de admirar sua beleza, contudo, gosto mesmo é das nativas, uma ou outra que tenho ou compro é são hibridas.
Conforme minhas orquideas forem florindo, vou tirar fotos e enviá-las a você para que me ajude a identificá-las e assim catalogá-las.
Outra pergunta que tenho: não tenho espaço nem árvores para cultiva-las só em vasos, por isso gostaria que me dissesse como faço para cultiva-las na parede, com algum tipo de suporte, ou forração.
Obrigado
Margareth
R.: Margareth, se vc mora em apartamento com área de serviço e sacada num dos espaços, tenho duas sugestões: a. Providencie uma treliça de madeira, parafusando-a na área de serviço, onde incida o sol da manhã ou da tarde, fixando ganchos rosqueáveis na madeira da treliça, na quantidade que desejar conforme o tamanho disponível na mesma onde poderá dependurar seus vasos usando aqueles ganchos típicos de vasos de samambaias, a desvantagem disso é que suas plantas só terão luminosidade num período do dia (manhã ou tarde); b. Encomende um biombo com moldura de alumínio (pode ser madeira, mas fica mais pesado), e rodinhas na base,(com reforço lateral na altura das rodinhas para que o biombo não tombe com o peso das plantas dependuradas) fixando uma tela resistente de arame galvanizado nessa moldura. Nela poderá fixar os vasos de suas orquídeas de ambos os lados. A vantagem é que poderá transitar com esses biombo móvel com rodinhas seja para sua área de serviço, divisão de espaços internos ou sacada externa ou próximo de uma janela, sempre visando nessa movimentação não apenas o efeito integrativo na decoração de sua casa, mas principalmente em proporcionar às suas plantas a ventilação e luminosidade necessária para que respondam bem ao tratamento, permaneçam saudáveis e florindo na época certa. Leia o artigo acima que tem boas dicas de cultivo geral. Seu comentário estava postado noutro, e optei por transferí-lo para este porque está mais dentro do assunto tratado. Espero que esta sugestão lhe ajude na sua escolha. Um abraço.
Obrigado mais uma vez pelas dicas, agora se puder me responda porque algumas de minhas orquideas tem nas folhas pontos de ferrugem, e o que posso aplicar nelas para que isto não destrua a planta.
Desculpe tanta pergunta, é que tenho mais ou menos 40 a 50 especieis de orquideas nativas e nunca soube seus nomes e cuidados uma vez que cada uma vem de uma determinada região do Brasil.
abraços
R.: (rs!) E você compra espécies de diferentes lugares do Brasil e o pessoal que te presenteia ou vende não informa os nomes?!? …tentarei de ajudar! Sobre a ferrugem veja o link http://www.orquidariocuiaba.com.br/?p=38 sobre uso da calda de fumo, que poderá ser reforçada com a calda bordalesa, tudo no mesmo artigo linkado. Uma das grandes razões para algumas pragas, fungos e bactérias em nossas orquídeas é a falta de ventilação, ou ventilação inadequada, excesso de umidade no substrato e o ato de molhar as plantas usando de esguicho, que respinga gotas de uma planta contaminada noutra sadia. O ideal seria molhar as plantas por gotejamento direto no substrato, feito com mangueirinhas de soro, etc…mas é trabalhoso conforme o tamanho do orquidário e demanda um controle rigoroso do gotejamento evitando o encharcamento.
tenho alguns conhecidos que esterilizam todo o material utilizado (cacos para drenagem, substrato, etc).
Fervem as pedras e também o substrato.
Isto é realmente necessário?
R.: (rs!)Kátia! há muitos anos meu hobby principal sempre foi o cultivo de orquídeas…nunca cheguei a tanto, se percebo que o material a ser utilizado está contaminado simplesmente troco por outro (cacos para drenagem, substrato etc.). Eventualmente lavo os pedriscos ou cacos para retirada do pó ou terra. Como uso muito de cascas de coco secas, após deixar o coco inteiro sob sol e sereno até que esteja pronto para uso, o que demora em média 2 meses (depois fica estocado em sacos plásticos arejados), às vezes ele apresenta algumas manchas de fungos. Nessas situações, além de lavar com escova de lavar roupa e sabão em pedaço, enxaguo com uma solução de água sanitária diluida em água, deixo secar ao sol e no outro dia utilizo como substrato…mas sinceramente, NUNCA FERVI tais coisas. Um abraço!
Li uma reportagem que não se deve colocar vasos pendurados sobre as bancadas, pois passam doenças, pragas, etc… umas para outras. Eu tinha o hábito de fazer isso para conseguir mais espaço.
Notei que quando retirei algumas plantas que estavam penduradas as que ficaram na bancada ficaram mais “felizes”, com as folhas mais vigorosas.
Havia também uma reportagem interessante sobre o plantio de orquideas usando como substrato o caroço de açai e parece com bons resultados!
Esta experiência vale para quem tiver facilidade em conseguir os caroços.
Abraços!
R.: Planta típica da região amazônica, os caroços do açaí têm sido utilizados por alguns até como composição do substrato para germinação de orquídeas. No Mato Grosso temos fruta parecida chamada BACABA, cuja palmeira é bonita e exótica porque sua copa não abre como todo coqueiro, mas em forma de leque. Aos orquidófilos de regiões onde tenham facilidade para conseguir caroços de AÇAÍ e BACABA…registramos a sugestão!!! Aos que já utilizam tais caroços no plantio de suas orquídeas, enviem-nos comentário sobre os resultados obtidos!!!
Particularmente não utilizo nenhum caroço como substrato, mas em Fortaleza alguns orquidófilos usam o caroço do coco babão, uma palmeira, e o caroço da cajá. Ambos são fervidos para perderem o poder de germinação. Fica aí a minha dica!
R.: Gostei de sua dica Vera! O coco babão não conheço, aliás, conheço alguns que podem ser esse, já o cajá é muito comum no Mato Grosso e seria interessante um teste usando-o como substrato, depois de fervido para tirar a germinação. Obrigado!!!
quero adquirir os manuais de orquídeas, me ajuda?
ah e o coco babão vc conhece lembra das palmeiras na avenida de sua antiga casa em Luciara? pois então! o próprio!
R.: Agora lembro deles! Dá pra tentar em Luciara essa experiência do Ceará, afinal na cidade tem ambas as frutas, o coco babão e cajá!!! hmmmm…e eu aqui não tenho!!! Irá, sobre a aquisição dos manuais da AOSP você deve ligar direto (o número do telefone está nas fotos dos livros)e falar com dona Lídia, ela te passará os valores incluindo o sedex e número da conta bancária da AOSP. Como em Luciara o Correio demora na entrega devido os dias de ônibus, diga a ela que vc quer remessa como encomenda simples, fica mais barato que sedex. Feito o deposito (faça depósito identificado, onde aparece seu nome…o caixa do Banco sabe disso), vc deverá enviar cópia dele via fax para o mesmo número do telefone, constando no papel seu nome e endereço para remessa. SUGIRO COMPRAR OS DOIS MANUAIS, são muito bons, e são plantas diferentes nos dois! Um abraço!
quanto a utilização de meios de cultura, a autoclavagem dos mesmos não degrada os minerais, e ou compostos organicos utilizados? qual o metodo ideal?
qual o melhor PH para meios de cultura feitos para o genero Cattleya?
quanto de iluminação após a semeadura?
quanto a temperatura que os frascos iram permanecer?
qual é a melhor idade para se fazer a semeadura de sementes do genero c.? capsula pre-madura ou totalmente madura quando esta ja-se encontra-se corompida?
quanto a esterilização das sementes é em hipoclorito mesmo á 10% lavagem durante 10 min?
tenho essas duvidas pois realizarei uma semeadura de C. violacea, C. eldorado, C.luteola (Manaus-AM 11/08/2008)
R.: Estimado Ariel, seja bem-vindo! Suas dúvidas demandam resposta acurada técnico-científica! Sugiro contatar o orquidólogo DARLY MACHADO DE CAMPOS, de Campinas/SP, que tem dois livros tratando do assunto que você tem dúvida, o “Orquídeas: Manual prático de cultura” e o “Orquídeas: Manual prático de reprodução”, com técnicas modernas, revolucionárias e resultados comprovados. Entre em contato com ele pelo email: darly.machado@ig.com.br Um abraço e sucesso no seu laboratório!!! Querendo participar de nossa home page, escrevendo assuntos relacionados a orquídeas, seja bem-vindo!
Olá, sou um orquidófilo amador e venho estudando a germinação da espécie. Gostaria de saber como adquirir o meio de cultura Kanudson C.
Eloi, Belo Horizonte - MG
R.: Estimado Eloi, seja bem-vindo ao Orquidario Cuiabá virtual! Sugiro a você caminhos mais simples senão melhores, igualáveis à fórmula “C” do Prof. Knudson, publicada em 1946 no Boletim da Sociedade Americana de Orquídeas, que é a seguinte:
Nitrato de cálcio - 1,00 grama;
Fosfato monobásico de potássio - 0,25 grama
Sulfato de magnésio - 0,25 grama
Sulfato de amônia - 0,50 grama
Sulfato ferroso - 0,025 grama
Sulfato de manganês - 0,0075 grama
Açúcar - 20,00 grama
Agar - 12 a 15,00 grama
Água destilada - 1 litro.
Tal fórmula não é comercializada, mas encomendada em qualquer boa farmácia de manipulação. Provavelmente em BH você encontrará uma conceituada que poderá prepará-la para você. Se fosse em São Paulo recomendaria a antiga Botica “Veado d´Ouro”, que fica no centro da cidade. Lembre-se que um trabalho nesse sentido envolve até autoclaves na esterilização…o que torna dispendioso para amadores, mas se você tiver meios…sucesso! Complementando o que disse acima, o orquidólogo Darly Machado pesquisou método mais simples, praticou e comprovou uma fórmula denominada pelos orquidófilos de “Coquetel de frutas”, com ótimos resultados na germinação de sementes de orquídeas. Sugiro comprar os livros dele entrando em contato pelo email darly.machado@ig.com.br - Conte-nos depois de seus experimentos e pesquisas, e quem sabe, dividindo num artigo com outros visitantes aqui nesse nosso ponto de encontro! Sugiro visitar também as páginas do nosso amigo Locatelli, engº agrônomo de Viçosa/MG, que desenvolve estudos parecidos com aqueles que você irá experimentar, em Orquidologia e Orquidofilia (veja link na primeira página do Orquidário Cuiabá). Um abraço e volte sempre!
DICA PARA PLANTIO DOMÉSTICO DE SEMENTES DE ORQUÍDEAS:
Li em algum lugar que basta colocar as sementinhas em um vaso que já contenha uma orquidea com mais de 3 anos de cultivo pois está proverá os nutrientes para a germinação.
E também: de véspera colocar numa seringa descartável as sementes e uma solução de água açucarada, agitar bastante por 10 minutos e deixar descansar. No dia seguinte retirar uma grande parte do liquido da seringa e encher com água oxigenada 10 volumes (nova) agitar bem, com cuidado para não romper as sementes. Repetir essa operação até que não exista mais resíduos da água açucarada, com cuidado. Depois colocar as sementes nos frascos.
Realmente não sei onde li, mas está anotado em minhas “fichinhas”. Quem quiser tentar, acho que vale a experiência!
Abraços!
Kátia - Niterói/RJ
R.: Valeu Kátia, tenho uma experiência que aconteceu faz alguns anos, tinha alguns Catasetum plantados naqueles vasos de garrafa pet, em substrato de pedaços de casca de coco e bem enraizados. Como os furos laterais eu fazia (e ainda faço) deixando cerca de 01 cm acima da base, para garantir um microclima interno mais úmido (no Mato Grosso é muito quente com evaporação rápida) e ventilação. Costumava “pulverizar” cápsulas de sementes sobre eles…um dia ao molhar as plantas vi que dezenas de plântulas de orquídeas estavam germinando na parte mais baixa do substrato, próximo da umidade. Isso ocorreu em razão do que você descreve, o fungo benéfico micorriza existente em simbiose nas raízes das orquídeas auxiliam na germinação das micro-sementes das orquídeas.
E o que aconteceu depois? Você conseguiu transplantá-las e elas se desenvolveram?
Sempre tive muita curiosidade, mas nunca fiz uma semeadura. Não sei se tenho paciência de aguardar anos para vê-las florescer. Isto se tudo correr bem, se não sofrer ataque de fungos, bactérias, e outras coisitas mais, não é?
R.: Na época retirei várias plântulas replantando-as em substrato de xaxim, como não ligava muito para detalhes de cultivo e meio de cultura, muitas morreram, umas poucas vingaram transformando-se em Catasetum. Numa mudança que fiz pro interior de forma improvisada (caminhão boiadeiro…rs!), mal agasalhadas, perdi muita planta, algumas foram elas. Pretendo voltar a semear assim, com umidade natural, sem pragas, elas germinam bem, não podemos é ficar usando agrotóxico demais nas plantas porque acabam matando os fungos benéficos também!!!
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Olá, tenho observado que algumas de minhas Cattleyas embora desenvolvam a espata para florescer parece que abortam!
Tenho várias que formaram espatas há meses e nada até agora…
As espatas estão lá, mas flores…
Olhei contra a luz e não vi nada em seu interior.
Elas aparentemente estão bem com raízes e pseudobulbos novos.
Será que falta nutrientes?
R.: Katia, aquela fórmula da adubação que dou no artigo constando maior quantidade de fósforo (P), é básica no período que antecede a florada da planta. Por exemplo, adubo com muito nitrogênio (N) irá tornar a planta robusta mas com dificuldade para florir. No caso das Cattleyas, melhor saber qual é a origem delas…se forem híbridas de cruzamentos com espécies diferentes é mais complicado, pois podem ter épocas defloradas diferentes…dai é aquela “briga de localização temporal…rs!”, tenho uma Vanda que demorou (acredite) uns 12 anos pra florir…estava linda e por acaso, depois que mudei de São Paulo pro Mato Grosso, com maior insolação e temperatura ambiente…ela floriu - também eu não sabia na época que ela precisava de maior luminosidade direta…era uma planta linda mas não floria, e quando floriu foi maravilhoso!!! Resumo, faltava nela maior LUMINOSIDADE DIRETA. A Cattleya walkeriana floresce bem em Goiás sob luminosidade de 50% na Natureza; a Cattley nobilior, típica do Mato Grosso, sob luminosidade maior, assim como temperatura e clima mais seco…ou seja, em casa deve-se diminuir as regas. Quando o pseudobulbo e espata floral estiverem plenamente desenvolvidos deve-se parar a adubação, algumas Cattleyas se continuarem sendo adubadas podem não florescer se já estiverem amadurecidas com a espata, e continuarmos adubando; conforme afirma o mestre Denitiro Watanabe. Sugiro diminuir as regas e proporcionar uma luminosidade maior, evitando-se aquela entre meio-dia e 15 horas, porque nesse horário, se fosse no habitat delas, a copa das árvores protegem-nas filtrando essa maior intensidade. Percebe?!? É imaginarmos a planta no ambiente natural de origem e proporcionar a ela em nossos orquidário algo parecido! Abraços!
Gostaria de saber como devo proceder para transferir minhas orquideas que se encontram em vaso de barro para o caule de uma mangueira com 50 anos de idade?
Como amarrá-la?
Qual o substrato que devo utilizar?
Só devo realizar essa permuta depois da floração?
Minhas orquideas são Phalaenopsis.
Obrigado,
Elvira - RJ
R.: Elvira, seja bem-vinda ao Orquidario Cuiabá virtual! Essa sua mangueira, pela idade deve ser bem frondosa, com muita sombra justamente no tronco onde vc pretende plantar sua Phalaenopsis. Sugiro antes de tomar essa decisão ler o artigo “Cultivando orquídea com amor” (postado em Curiosidades) pelo casal Vitor e Karla, onde ele explica como cultivam a linda Phalaenopsis que num só cacho deu mais de 28 flores!!! Se o local onde vc pretende plantar for muito sombreado, é quase certo que sua planta irá sentir. Não aconselho. Por outro lado, a mangeira tem muito tanino em sua seiva…vc já observou que quando comemos manga meio verde com sal (hmmm…saiu água na boca) e usamos uma faca de liga de ferro comum, como ela fica com manchas escuras na lâmina…isso é decorrência do tanino!!! No Mato Grosso, nalgumas cidades do interior conheci uma minoria de pessoas que plantam Cattleyas em tronco de mangueira. Sempre achei isso estranho…mas dizer que não dá certo não posso afirmar, porque na época não acompanhei o desenvolvimento delas pra saber se foi normal ou não. Mas querendo experimentar plantar sua Phalaenopsis, escolha a parte do tronco que receba nele o sol da manhã, entre o nascer até 9 horas, e no resto do dia apenas a luminosidade natural indireta. Usando de um pedaço de tecido de algodão velho ou daqueles sacos de cebola ou batata bem vasados, coloque sua planta junto do troncoe proteja as raizes com esse material. Sem lavrar a casca da mangueira pra não soltar resina, usando pregos, estaqueie o pano para que exerça pressão na raiz junto do tronco. Com o tempo novas raízes grudarão no tronco e vc poderá tirar essa “tela” protetora. Se decidir fazer essa mudança, espere terminar a floração. Na época umideça bem as raizes para que sejam soltas do vaso de cerâmica sem muito trauma. Plantando-as direto no tronco,não é preciso substrado, apenas as regas diárias, no mínimo duas vezes ao dia nas épocas mais secas, sem esquecer da adubação líquida e homeopática de vez em quando. Abraços!
Tive algumas orquideas plantadas em uma mangueira que realmente não floresciam! Terminei desistindo e mudando de lugar.
Qual não foi a minha surpresa ao visitar no final de semana um horto em que em uma mangueira antiga, bem frondosa, havia sido plantadas diversas espécies de Dendrobiuns, Phalaenopsis e até Renantheras (se não me engano gostam de sol) e ela estava coberta de flores! Segundo me informei elas já estavam plantadas ali há muitos anos !
É mesmo engraçado essa questão da adaptação ao lugar que escolhemos para plantá-las! Para uns dão certo, já para outros (meu caso) não!
Depois de tentar tiras de plástico (não sei se esquenta, mas elas não gostaram) passei a usar aquelas meias de seda femininas. Notei que quando elas apodrecem as orquideas já estão fixadas nas árvores.
Abraços!
Pois é Sr.. estou conseguindo uma boa germinação de três espécies aqui da Amazonia (C.violacea, C.luteola, C.eldorado ) aqui em Manaus mesmo, porem sob luz e temperatura adequada…
conversei muito com Sr Darli… passou experiencias incríveis, que foram e estão sendo muito uteis..
o negócio é que ele ensina tudo, só não ensina o “pulo do gato” que pouquissimas pessoas sabem que existe , mas existe… um dos grandes ”pulos” é saber se realmente as sementinhas que serão utilizadas, estão viáveis.. e isso é feito antes da semeadura,(teste do tetrazolio) para avaliar a % de sementes que são portadoras de embrião, e se tem embrião…(acredita que tem cápsulas inteirinhas cheias de sementes, porem sem nem uma ou apenas 1% de milhares, com embrião, sendo estas viaveis para germinar?) isso ocorre na natureza… tambem ocorre de ter capsulas aparentemente cheias de sementes e na hora de sua abertura, para semeio, uma surpresa! a cápsula pode estar vazia sem nem uma semente sequer! (risos..)
A semeadura é um processo facil, quem for fazer, persevere, não desista na primeira contaminação! não é a toa que quem trabalha com isso esta lidando com um das coisas mais preciosas da natureza, e que sem dúvida nenhuma quem as criou sabia exatamnete o porque de ter poucas maravilhas e exuberâncias…
R.:Muito boa sua visita Ariel! Querendo colaborar e escrever um artigo sobre seus conhecimentos de propagação de orquídeas, seja bem vindo, entre em contato via email comigo! Gostei de suas dicas! Farei o curso com o Dr. Darly no dia 21 e 22 de novembro, adiei o que ia fazer no início…é bom que farei mais perguntas a ele como essa dica do uso do tetrazolio! Volte sempre! Abraços.
Também me interessaria fazer o curso. Pode ser feito à distância?
R.: Não, o curso de dois dias é presencial e prático (1º dia - básico; 2º dia -avançado) mas fique tranquila. Com os conhecimentos que adquirir lá elaborarei artigos sequenciados detalhando conteúdo e fórmulas dos sais usados para os trabalhos de propagação (por sementes e meristemas), o que acabará tornando-se a todo visitante um curso gratuito à distância. O comentário acima falando do teste do tetrazólio foi providencial, e tem muito a ver com o resultado final quando dá certo a germinação…realmente muitas sementes podem ser estéreis, ou perderem seu potencial germinativo conforme as condições de coleta e estocagem, frustando-nos ao verem tão poucas germinadas…agora sabendo desse detalhe, encararemos com maior tranquilidade resultados bons ou ruins. De antemão é bom que todos saibam que criar um laboratório caprichado ainda que caseiro demanda gastos, principalmente quando quisermos detalhar a viabilidade de um lote de sementes, o teste de tetrazólio demanda posterior análise das microsementes de orquídeas com microscópio estereoscópio. Claro que não tendo intenção comercial, não é necessário o teste - fica naquela de fazermos o procedimento normal usando as fórmulas de germinação e aguardar os resultados. Para cultivo mais científico doméstico, seja por sementeira ou meristema, demanda compra de uma capela de vidro refratario (existem variações improvisadas com caixa de papelão revestidas por papel aluminio sugeridas pelo próprio Dr. Darly); compra de tubos de ensaio, vidros pequenos para cultura com tampa própria, pinças e bisturi (de instrumentação cirúrgica) no caso de propagação por meristemas. Muito boa sua pergunta! Ajuda a incentivar e preparar desde já o bolso dos futuros cultivadores de orquideas interessados em fazerem em casa seu laboratório de propagação. Abraços!
Observei que o interior dos potes plásticos em que plantei alguns Catasetuns estão com limo.
Devo replantá-las? Elas estão até florindo…
Abraços!
R.: Kátia, por enquanto não. Observe a ventilação lateral deles, se não tiver buracos, sugiro fazê-los depois da floração. Um bom vaso para qualquer catasetinea é aquele simples e prático feito com garrafas pet…bem arejados. Pode-se controlar esse limo em vasos, lavando-os com uma solução de água e bórax ou com “água sanitária“, inclusive paredes de nossas casas que criam esse limo expostas a maior umidade dos respingos das chuvas. Abraços.
Grande amigo, outro fator importante na hora de uma semeadura, e creio que ja devem ter reportado, é o vapor d’agua que fica nas paredes e na tampa do frasco a ser semeado. ”nota-se que esses frascos com o ‘vapor’ auxilia o germe, a não secar e absorver agua pura, normal, vital para qualquer planta..” (quando não, o embrião geralmente, fica com uma coloração amarelo pálido e depois fica marrom após 20, 30 dias semeadura dependendo da espécie e poder germinativo, característica essa, que vejo em alguns frascos quando estes ficam com meio de cultura muito consistente que até auxiliam o inicio da germinação, porem depois, ficam desfavoráveis, porque absorvem agua, e o embrião desidrata e morre).
é comum vermos frascos semeados, ex: com 50 dias, o qual o embrião esta com formato de um pião e outros frascos, estarem com as sementes em cima do meio de cultura, porem sem germinação.
nada melhor do que ver isso na pratica, entendemos como um ambiente tão controlado (frasco) tem sua participação especial nesse processo de controle, pois até a grossura do meio de cultura dentro deles, é determinante no sucesso de uma semeadura de orquídeas (caso clássico é o da C. Eldorado. ANALISE COMIGO: a planta é de clima quente, umido e no habitat, gosta de estar em ambientes mais fechados no tronco do hospedeiro, com duas estações bem definidas. é obvio que sua germinação terá sucesso, se pelo menos tentarmos imitar a natureza, no seu habitat natural, ou se a planta ja for de adaptação) outro caso é o da C. luteola, ela germina em cima de arvores dentro d’agua nas várzeas e igapós..ja foi encontrado plantas quase submersas, e sua germinação precisa de muita umidade ambiente, por mais que se tenha tudo para nutrição do embrião.
forte abraços!!! sucesso!
R.: Obrigado pela dica Ariel! Neste final de semana (21 e 22 de novembro) estarei na cidade das flores, HOLAMBRA/SP, fazendo um curso de micropropagação de orquídeas com Dra. Monique. Suas dicas são importantes para os visitantes interessados e a mim também! Volte sempre! Abraços!
eu li em um site que era possível reproduzir orquideas atravéz de sementes de forma caseira? é verdade? como?
R.: Pablo, na realidade a propagação caseira de orquídeas É POSSÍVEL mas não é tão simples assim, onde um dos maiores problemas é a contaminação por fungos e perda da semeadura. Existem diversas fórmulas em sites ou nas buscas do Google, algumas chamadas de coquetel de frutas, outras de formulação química, sendo a mais usada (INCLUSIVE POR LABORATÓRIOS COMERCIAIS) e conhecida é aquela preconizada pelo Prof. Knudson, chamada “formula Knudson C”. Temos aqui no blog o link na aba superior direita convidando qualquer pessoa interessada a associar-se gratuitamente num grupo criado por colegas participantes de um curso que fizemos na cidade paulista de HOLAMBRA. Atualmente sou o administrador desse grupo. No arquivo do grupo temos diversos artigos relacionados a micropropagação seja por sementes ou meristemas. Associe-se clicando no link, recebendo teu pedido aprovarei. Abraços.