Curso sobre semeadura de orquídeas
No curso abaixo transcrito e publicado no blog do Orquidário Minas, apresentam uma boa opção para semeadura doméstica de orquídeas, usando ingredientes fáceis de serem encontrados, possibilitando a qualquer pessoa tentar em casa a micropropagação de sementes de orquídeas. Aos que usarem dessa fórmula, sucesso!
“Ministrado pelo Prof. Nelson Barbosa – UNOESTE – Presidente Prudente-SP. Data: 09/09/2006.
MEIO DE CULTURA – 1 LITRO
120 a 150 gramas de banana com casca. 1 tomate rasteiro (comprido) ou 5 cereja. 50 ml de água de coco (ideal que seja do coco verde) – mas pode ser de caixinha. 80 gramas de amido de milho – maisena. (substituto do Agar ) 15 gramas de açúcar cristal. 1 grama de petter ou plant prod 20-20-20 1 grama de petter ou plant prod 30-10-10 2 gramas de carvão ativado em pó. (Farmácia de manipulação ou lojas de aquários ) Observação: para que o meio de cultura fique mais alcalino coloque mais banana; se quiser mais ácido coloque mais tomate. Então para baixar o PH coloque menos tomate.
COMO FAZER O CARVÃO ATIVADO
Coloque uma pedra pequena de carvão por 5 a 10 minutos no forno microondas. Retire e jogue em água fria – retire e deixe secar. Por último moer.
PREPARO
Numa panela de alumínio, treflon ou vidro colocar: 200 ml de água de torneira. Tomate. Banana. Deixar ferver entre 5 e 10 minutos, até o tomate estourar e a banana ficar mole. Bater no liquidificador e coar em peneira fina. Adicionar a seguir: Água de coco. Carvão. Adubos. Açúcar. Detalhe: completar com água até ½ litro. Numa vasilha a parte dissolver lentamente em ½ litro de água fria o amido de milho (80 gramas). Despeje de volta na panela com os demais ingredientes.
Levar o fogo – cuidar para não ferver e não engrossar o meio de cultura – devido a presença do amido.
Retirar a espuma que surgir com uma espumadeira. Quando o meio de cultura estiver com aspecto viscoso – querendo engrossar – retire do fogo e coloque nos frascos – aproximadamente 2 cm por frasco. Se quiser use uma concha pequena como medida.
PREPARO DOS FRASCOS PARA O MEIO DE CULTURA Lavar os vidros com água e detergentes, inclusive as tampas – enxaguar bem, cuidando para não deixar restos de espuma. Secar num escorredor. PREPARO DA TAMPA: – fazer bem antes da semeadura para dar tempo de secar a cola.
Fazer um furo no centro da tampa, com um prego. Inserir uma capa de agulha – pedir na farmácia. Colar com tenaz – deixe secar e coloque outra camada – por dentro e por fora. Coloque algodão bem socado, ( com um palito de dente redondo e sem a ponta afiada) para formar um filtro e servir como respiradouro. Corte a ponta da capa da agulha – parte interna da tampa.
ESTERILIZAÇÃO DO MEIO DE CULTURA
1. Panela de pressão: 20 minutos. 2. Panela comum: 1 hora. 3. Antes de colocar os frascos na panela, forrar o fundo com pano dobrado ou uma gradinha de madeira. • Pingar 1 gota de solução – 100 gramas de sulfato de cobre para 1 litro de água – no algodão que está vedando o buraco da tampa para evitar contaminação – cuidado para não escorrer para dentro do frasco. (Reduzir essa formula ao mínimo possível, uma vez que a quantia a ser utilizada será mínima ) Ex. 50 gramas para l/2 litro de água . • Cobrir a tampa com papel alumínio para evitar a entrada de água pelo furo da tampa. 4. Após 20 minutos desligar o fogo. • Deixe esfriar para evitar choque térmico e quebrar os vidros. • Retirar os frascos da panela. 5. Esperar aproximadamente 5 dias antes de semear para ver se houve contaminação – caso algum frasco apresentar contaminação descarte-o imediatamente.
Solução desinfetante – bancada, instrumentos e sementes.
1. Álcool 70% – misturar 3 parte de álcool de posto e uma de água – bancada e instrumentos, ou
2. Cloro estabilizado de piscina 5 gramas por litro – bancada até a semente. – mais indicado por não manchar a roupa nem oferecer risco de explosão. Caso não encontre o cloro estabilizado utilize a fórmula a seguir:
DESINFECÇÃO DAS SEMENTES:
1. Num potinho preparar uma solução desinfetante usando 80 ml de água destilada e autoclavada, 20 ml de água sanitária e duas gotas de detergente neutro, ou Cloro estabilizado de piscina 5 gramas por litro – bancada até a semente. – mais indicado por não manchar a roupa nem oferecer risco de explosão.
2. Pegue o embolo de uma seringa de 5 ML molhe a borracha nessa solução e grude uma pequena porção de semente. 3. Volte o embolo para a seringa – aspire 5 ML da solução e de uma leve agitada. 4. Coloque a seringa dentro do potinho com a solução – agulha para baixo. 5. Deixe decantar de 7 a 8 minutos. 6. Em seguida coloque a seringa em outro pote, agora com a agulha para cima. 7. Aguarde só um estante para as sementes irem para baixo e solte a solução deixando as sementes. CURIOSIDADE 1. A semente de epidendrum não afunda. 2. Não desinfetar as semente de Phalaenopsis na solução de hipoclorito. 3. Em qualquer situação que ocorrer contaminação – diminuir o cloro e aumentar o tempo – item 5 acima – até um máximo de 40 minutos para evitar esterilização das sementes. PREPARANDO A SEMEADURA – 4 FRASCOS.
1. Pegue um frasco pequeno com água esterilizada – junto com os frascos de cultura. 2. Flambar a agulha no bico de Bussem. (aspirar o ar no fogo) 3. Aspire a água para lavar as sementes – agite levemente – cuidado para não romper as sementes. 4. Deixe decantar com a agulha para cima e solte a água. 5. Repita a operação duas vezes.(itens 2 – 3 e 4) 6. Aspire finalmente 2 ML de água, deixando l ML de ar. 7. Retire a agulha – deixe a seringa na solução desinfetante. 8. Pegue os quatro frascos de cultura – passe um pano com a solução desinfetante principalmente na tampa. 9. Abra todos os frascos sem retirar a tampa. 10. Flambe rapidamente a boca do vidro a ser semeado no bico de bussem. 11. Levante a tampa e ejete ½ ML da água com semente por frasco. 12. Volte a seringa para a solução. 13. Feche o frasco imediatamente – flambar a tampa no bico de bussem – em seguida coloque o filme plástico – cuidando para não tampar o furo da tampa. Balance o frasco em forma de círculo para que as sementes se espalhem uniformemente sobre o meio de cultura. 14. Coloque identificação: planta, data e outras informações que julgar necessário. ATENÇÃO: O ATO DE ABERTURA DOS FRASCOS PARA EJEÇÃO DAS SEMENTES – ITEM 11 – DEVERÁ SER FEITO EM CIMA DE UMA PANELA COM ÁGUA FERVENDO – NO VAPOR – PARA DIMINUIR O RISCO DE CONTAMINAÇÃO.
APÓS A SEMEADURA: 1. Manter em local limpo. 2. Temperatura média. Aconselhável em local sem vento direto 3. Luz direta durante 16 horas – pode ser luz do dia mais luz florescente. ( ex. das 7.00 horas até as 18.00 horas luz do dias . Das 18.00 horas as 23.00 horas luz fluorecente.) Pode ser utilizado um timer para ligar e desligar a luz 4. Não precisa repicar. 5. Retirar as mudas após 7 a 8 meses (observar o desenvolvimento das mesmas)
RETIRADA DAS MUDAS
1. Coloque um pouco de água para amolecer o meio de cultura.. 2. Lavar cuidadosamente num peneira fina para eliminar todo meio de cultura. 3. Cuidado para não danificar as raízes. 4. Deixe as mudinhas aproximadamente por 20 horas espalhadas em pano úmidos para fazer o velame das raízes. 5. Replantar em vaso ou bandeja coletiva – camadas de brita, casca de pinus de pequeno diâmetro e por ultimo casca de pinus bem miúda misturada com, pó de xaxim, fibra de coco picada ou similar. . 6. Manter em local sombreado – 70%. 7. Cuidar da umidade e adubação (plantas novas exigem mais umidade e adubação nitrogenada mais constante e diluída). Utilizar um pulverizador para molhar e evitar danos para as mudas . 8. Aplicar fungicida a cada 15 dias – (solução mais diluída)”
fonte: blog do Orquidario Minas.










Saudações.
Gostaria de saber qual a finalidade da remoção da espuma que se forma durante o cozimento do meio de cultura.
Obrigado.
Nelson Marques
R.: Nelson, transcrevi este texto, que achei interessante, do blog do Orquidario de Minas. Entendo mais como uma forma de retirada de eventual impureza que normalmente fica suspensa na espuma. Digo isso baseado no costume antigo de nossos pais e avós de sempre retirarem a espuma ou “borra” com uma escumadeira, de coisas em processo de cocção, principalmente doces, o que não é o caso aqui…sugiro entrar em contato com o pessoal (orquidariominas@yahoo.com.br) ou mesmo com o Prof. Nelson Barbosa da UNOESTE de Presidente Prudente-SP, que seria o autor desse protocolo e que não difere muito daquele apresentado pelo reconhecido orquidólogo Dr. Darly Machado, de Campinas/SP no conhecido “coquetel de frutas” publicado no livro dele e na revista “O Mundo das Orquídeas”. Abraços.
Ola
Já fiz várias tentativas caseiras, porém sem sucesso o preparo do meio de cultura até se observa nos frascos “os quais não produzem fungos” no entanto é só semear que aparecem estas pestes e tudo é perdido.
Vou fazer nova tentativa agora com auxílio de caixa…e dentro desta lamparina de alcool com chama acesa.
Inté…
R.: Irineu, num curso de micropropagação que fiz pude observar que tratando-se de laboratório comercial, tudo é muito higienizado e detalhadamente desinfetado, inclusive no corte com bisturí para abrir uma capsula. A maneira de colocar a lâmina e no caso de reutilizá-la noutra capsula a necessária desinfecção com chama do bico de Bunsen etc. O ambiente é super limpo e feito em capela de fluxo laminar com lâmpadas bactericidas internas, em situações mais simples usa-se lamparina a álcool interna na capela e que fica acesa o tempo todo do trabalho para esterilizar o ar. Antes do manuseio, faz-se a higienização da caixa borrifando solução de água sanitária, para em seguida colocar a lamparina de alcool. É necessário higiene inclusive dos braços e mãos lavados previamente com sabonete bactericida “Protex”, enxugados com toalha super limpa ou toalhas de papel autoclavadas, e antes de colocar as mãos dentro da capela (caixa) para iniciar o trabalho, passa-se alcool 100% (de uso laboratorial) para uma ultima higienização. Enfim, é um ritual simples mas voltado ao extremo de cuidados de higiene. Ainda assim mesmo nesses laboratórios super higienizados, eventualmente um e outro frasco acaba “fungando” com o tempo. Observe que usando alcool e lamparina próxima…muito cuidado nesse manuseio para evitar eventual queimadura. Como a toda regra cabe exceção, sei de pessoas que conseguem, sem tantos detalhes e quase “exageros”, a nível doméstico, preparar frascos que não se contaminam e germinam suas sementes. Eu, infelizmente também ainda não consegui, mas reconheço que estou nessa do improviso onde a possibilidade de contaminação pelo ar é muito grande. Ainda não montei meu laboratório doméstico e sei que para melhores resultados preciso adptar o que vi no laboratório comercial, dentro dos meus limites e possibilidades algo mais próximo possível, principalmente no quesito higiene, local adequado e correta manipulação. As tampas especiais para frascos BioSama, da Sama Vidros são muito boas pois elas possuem um orificio onde coloca-se uma bolinha de algodão esterilizado, que protege bem o meio de cultura e através desse orificio protegido pode-se enfiar a agulha da seringa com a solução esterilizada contendo as sementes. Essas tampas são adaptaveis a vidros de maioneze, apesar deles também venderem os vidros. Abraços.
gostaria de saber sobre as capsulas de sementes , quando colher, como manusear quantas capsulas serâo necessarias ,por favor.
obrigada.
R.: Maria Antonia, sugiro filiar-se ao forum de micropropagação de orquideas do Yahoo chamado CLONAGEM_ORQUIDEAS onde tera muitas dicas sobre o assunto, informe-se AQUI. Abraços.
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