A lógica no julgamento de orquídeas
“Por que essa planta ganhou se aquela é mais bonita?”
Essa é uma pergunta freqüente durante uma exposição de orquídeas, quando muitos observam as plantas premiadas e não são uma nem duas respostas que servem à pergunta. São inúmeras!
Em primeiro lugar, cada planta é julgada dentro de uma categoria- espécies brasileiras, estrangeiras, híbridos, microorquideas, botânicas, exóticas e assim por diante. Uma categoria não compete diretamente com outra pois cada uma delas tem as suas peculiaridades.
Deve-se considerar depois o aspecto horticultural da planta, isto é, seu estado sanitário, a presença de pragas e doenças, a arrumação da planta no vaso e sua identificação correta.
Por fim, vem o julgamento técnico da flor. Considera-se, então, a disposição das flores na inflorescência, quantidade de flores ostentada, a cor, a forma, a substância, a textura.
Assim, a forma geral das flores deve apresentar-se quase redonda e cheia, isto é, desenhando-se um círculo circunscrito que tenha como centro a base da coluna e tangenciando as extremidades das pétalas, sépalas e labelo, a flor deverá preencher a maior parte possível da área do círculo. As sépalas devem formar por si mesmas quase um triângulo eqüilátero e as pétalas mais o labelo também um triângulo eqüilátero, mas invertido.
As sépalas devem ser largas, preenchendo as aberturas eventualmente existentes entre as pétalas e o labelo. Existem variações nesse modelo de acordo com a planta julgada mas, em geral, assemelham-se muito ao que é descrito acima.
Dessa forma as flores são julgadas e premiadas e, embora esse julgamento muitas vezes não atenda às expectativas do público (e nem de todos os expositores), teoricamente é realizado da forma mais imparcial e lógica possível.
Observa-se, também, que uma planta tecnicamente completa e perfeita não é uma coisa lá muito comum, principalmente na natureza… Mas elas existem!
Não resta dúvida que, independente da sua qualidade técnica, qualquer orquídea é muito bela e aos nossos olhos parece perfeita, provando a existência de uma Força Superior.
Desenho esquemático de uma flor de orquídea tecnicamente perfeita:

sd- sépala dorsal; p- pétala; sl- sépala lateral; f- labelo. Na foto, uma Cattleya nobilior variedade amaliae, orquídea nativa do estado de Tocantins com características que a aproximam de uma flor tecnicamente ideal.
Créditos:
Texto, foto da orquídea e gráficos: acervo da AOI- Associação Orquidófila de Itaguara – MG, por Saulo Oliveira.
Foto da cidade de Itaguara – acervo da Prefeitura local disponível no Google Imagens.










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