Angraecum scottianum
Graciosa orquídea epífita de crescimento monopodial, a Angraecum scottianum Rchb.f. (1878) é nativa das Ilhas Comoros e Madagáscar, onde cresce em florestas úmidas, clima quente e boa luminosidade indireta, filtrada pela copa das árvores, em altitudes de 350 a 600 metros . A planta é pequena, anã e sua estrutura parecida com a gigante Papilionanthe teres, apresenta caule cilíndrico e folhas teretes, enraizamento brotando dispersos ao longo do caule. A haste floral ereta ou pendente surge na altura das axilas das folhas teretes, mas no lado contrário, entre primavera e verão, com flores solitárias brancas medindo cerca de 4 a 5 cm de diâmetro e longo apêndice alcançando até 20 cm de comprimento. Eventualmente surgem outras florindo sucessivamente na mesma haste. O detalhe do longo apêndice, típico do gênero Angraecum força o florescimento invertido em função do seu peso nessa espécie.
Exóticas, as flores brancas da Agraecum scottianum emitem suave perfume no anoitecer. O horário ideal para eventual polinização manual induzida em qualquer orquídea é aquele quando sua fragrância é mais intensa, uma mostra de que está apta a ser fecundada por agentes polinizadores naturais (geralmente insetos – variando de borboletas a besouros, passando por formigas, moscas e abelhas ou pássaros, conforme a espécie), daí a razão de seu perfume mais acentuado em determinados horários objetivando atraí-los – no caso desta espécie, o melhor horário será, portanto, no anoitecer.
No cultivo doméstico a Angraecum scottianum (leia-se “angrêcu scutianu”) deve ser plantada em vasos de cerâmica pequenos com substrato misto de pedaços pequenos de casca de coco desalinizada misturados a pedaços pequenos de casca de madeira livre de tanino, pinus por exemplo, sem compactar e pedaço cilíndrico de madeira (peroba rosa seria o ideal) fixado numa das laterais facilitando o enraizamento e desenvolvimento da planta de crescimento contínuo, apesar de pequena. Terá melhor desenvolvimento propiciando-lhe um ambiente úmido e ventilado, sob telado de sombreamento de 60 a 70% e nas épocas secas maior borrifamento de água em seu enraizamento. Foi registrada também como Angorchis scottiana (Rchb.f.) O. Ktze. (1891) e Angraecum reichenbachianum Kraenzl. (1890).
CLASSIFICAÇÃO- Gênero: Angraecum (abreviação Angcm); Espécie: Angraecum scottianum Rchb.f. 1878; Tribo: Vandeae; Subtribo: Angraecinae; Etimologia: Agraecum, do idioma malaio “angurek”, que significa orquídea epífita; Epíteto: scottianum, latinização em homenagem a dedicado orquidófilo inglês do século dezenove conhecido por Scott.
















A primeira vez que a vi foi em uma revista e o título da reportagem não podia ser mais apropriado já que mencionava se tratar de uma orquidea em “traje de gala”.
Ao vê-la em uma exposição fiquei literalmente de “queixo caído”
Ela é belíssima, realmente uma verdadeira jóia.
A revista mencionava a título de curiosidade que Charles Darwin ficou décadas tentando localizar o inseto que a polinizaria e descobriu que se tratava de uma Xanthopan Morganii Praedicta, mariposa com uma longa trompa para sugar o néctar do fundo do esporão e fecundar a flor. Já as flores da Angraecum fragans eram conhecidas pelo nome de chá de Bourbon, de Faam ou Faham muito aromáticas, utilizadas como chá da China e as folhas do Angraecum carinatum serviam como purgativo e vermifugo (O Mundo das Orquideas, no. 41).
Não é interessante?
R.: SUPER INTERESSANTE!!! Ontem à noite fui no orquidário cheirar a minha Angraecum scottianum – um perfume marcante lembrando os frutos secos da pimenta da jamaica, também conhecida por “all spice” – apesar do nome como pimenta, não dá em arbustos, mas em árvore mesmo, cujas folhas maceradas cheiram a cravo da índia, e os frutos desidratados um misto desse cravo ou do tempero indiano chamado “curry” . Já tive dessa árvore numa propriedade. Os frutos secos moídos são usados na culinária em frutos do mar ou carne de porco…e essa Agraecum tem esse exótico perfume à noite! Aliás, hoje à noite serei a Xanthopan morganii (rs!) dela…irei polinizá-la manualmente! Abraços! Seu comentário enriqueceu o texto sobre a planta!!! Outra coisa, o orquidário de quem comprei, identifica ela pelo estranho epíteto “schooltianum” – claro que está errado! Do que pesquisei não existe Angraecum scottianum com essa variação de nome “schooltianum”…é que a pronúncia do nome correto lembra a forma que o orquidário do interior de São Paulo escreveu!
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